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França Paris Jihadismo Atentado Terrorismo Estado Islâmico

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Acto terrorista de novo no centro de Paris

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Polícia de investigação no bairro da Ópera de Paris, palco de atentado terrorista, a 12 de maio 2018. GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP

Um jovem de 20 anos naturalizado francês, nascido na Chechénia foi morto ontem à noite pela polícia francesa, depois de ter atacado à facada matando uma pessoa e ferindo 4 outras, em pleno centro de Paris, no bairro da Ópera Nacional. No momento do ataque, o jovem terrorista gritou "Alá Akbar", e, o atentado já foi reivindicado pelo grupo jiadista Estado islâmico.


O ataque terrorista do jovem francês, Khamzat A, 20 anos, morto pela polícia depois de ter atacado à facada transeuntes do bairro da Ópera Nacional, no coração de Paris, provocou 1 morto e 4 feridos, todos à facada, com ele gritando "Alá Akbar" ou Deus é grande!

O jovem nasceu em 1979, na Chechénia e era conhecido pela secreta francesa, pois, o seu nome, fazia parte dos ficheiros S, qualificação de segurança de estado, para indivíduos que cometeram crimes graves ou terroristas e jiadistas.

Aliás, o ataque foi revindicado pelo movimento jiadista Estado islâmico. O grupo jiadista afirma que o assaltante de Paris agiu "em represália à intervenção dos estados da coligação" internacional, na Síria e no Iraque. 

Os pais do jovem foram colocados sob custódia policial. Os pais são da Chechénia, pequena república muçulmana da Federação da Rússia, cuja rebelião separatista, cada vez mais islamizada, provocou duas guerras nos anos 90.

O ministério público reagiu dizendo ter enviado o dossier à polícia anti-terrorista tendo em conta que o agressor, proclamou a sua fé e gritou Alá Akbar, durante o ataque.  

A nível político, o  Presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que a "França paga uma vez mais o preço do sangue mas não cederá um mílimetro sequer aos inimigos da liberdade".

O primeiro-ministro, Edouard Philippe, saudou por seu lado, a "reacção excepcional das forças da polícia" cuja intervenção em menos de 10 minutos permitiu evitar "um banho de sangue".

Na oposição, o presidente dos Republicanos, Laurent Wauquiez, declarou na sua conta Twitter que "na guerra contra o terrorismo não bastam palavras, mas sobretudo acções".

Na mesma linha, a presidente da Frente nacional, Marine Le Pen, reagiu, dizendo "esperar uma informação essencial: como é que o terrorista islamita e sua família chegaram ao nosso território?".

Também, a grande mesquita de Paris reagiu deplorando "um ataque cobarde e bárbaro que condena e que não pode ser defendido por nenhuma religião."

De notar que os jiadistas do Estado islâmico, já atacaram várias vezes a França, desde 2015, provocando 130 mortos nos ataques terroristas novembro do mesmo ano, em vários bairros de Paris. 

Ao todo o terrorismo já fez 246 mortos, em França, desde 2015.

Ataque terrorista no coração de Paris 13/05/2018 ouvir