rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo
Revista de Imprensa
rss itunes

Bombardeamentos de Israel contra posições iranianas na Síria

Por João Matos

O conflito israelo-iraniano domina as primeiras páginas dos jornais franceses, com excepção do conservador LE FIGARO, que prefere titular sobre a estratégia do partido do presidente Macron, para o controlo da câmara municipal de Paris.

Irão-Israel: os riscos de um confronto. Após a retirada americana do acordo sobre o nuclear iraniano, Israel bombardeou massivamente as posições de Teerão na Síria. O Estado hebreu reagia ao lançamento de roquetes sobre o monte Golã.

Estamos perante uma escalada perigosa entre o Irão e Israel, mas, Israel, ao bombardear váios locais militares na Síria, utilizando aviões F- 15 e F-16 que dispararam 70 mísseis, está a mostrar ao mundo que não repetirá o erro cometido com o Hizbolah, que pôde implantar-se e desenvolver todo um arsenal no Líbano, nota LE MONDE.

Irão-Israel, até onde?, replica, LIBÉRATION. Mísseis lançados contra o estado hebreu de um lado, ataques contra posições iranianas na Síria doutro, a brusca escalada militar na noite de quarta para quinta-feira alarma a comunidade internacional. 

Confortado pela decisão de Trump de se retirar do acordo sobre o nuclear, o estado hebreu, que atacava há semanas posições iranianas, quer mostrar a sua força, nota LIBÉRATION.

Também, LA CROIX, titula no mesmo sentido: Israel-Irão, o barril de pólvora. Tendo em conta o nível elevado de destruição de instalações iranianas, o risco de escalada não parece ser imeditado. Mais: o Irão perderia mais do que ganharia lançando-se num confronto directo com Israel, nota, LA CROIX.

Nova ordem guerreira, replica, em título, L'HUMANITÉ. Declaração de guerra económica ao mundo inteiro, a decisão de Trump contra o Irão já teve consequências militares. O primeiro-ministro israelita deu ordens ao seu exército para disparar dezenas de mísseis contra objectivos iranianos na Síria, procurando assim explorar ao máximo as tensões na região, sublinha, L'HUMANITÉ.

Mudando de assunto, por cá em França, LE FIGARO, titula, câmara de Paris: grandes manobras começaram. Os macronistas como os Republicanos querem tirar proveito das múltiplas desgraças de Anne Hidalgo, à frente da câmara municipal da capital desde 2014, para gtentar conquistá-la em 2020.

O macronista, Benjamin Griveaux, porta-voz do govenro, á está em campanha mesmo que discretamente, mas nos útimos dias está a ser concorrido por Gaspar Gantzer, antigo conselheiro de François Hollande. No campo da direita, há também uma guerra entre os defensores dalinha dura do presidente dos Republicanos, Wauquiez, e aqueles que defendem uma aliança com Macron.

O certo, é que LE FIGARO, nota no seu editorial, depois do fiasco Hidalgo, a batalha anuncia-se desenfreada e sem piedade. 

En fim em relação à África, LE MONDE destaca, Tanzânia, como o turismo escorraçou os masai.A região de Serengeti, norte tanzaniano, é mundialmente conhecida pela riqueza da sua fausa selvagem, que atrai todos os anos milhares de rutistas e caçadores.

É a mesma terra dos célebres masai ou massais nómadas vivendo entre o Quénia e a Tanzânia. Só que eles estão a ser expulsos dessa terra, e só em agosto de 2017, 180 das suas palhotas foram destruídas e milhares deles deslocados, nota LE MONTE.