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Reacções à violência da ultra-esquerda radical em Paris

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões de sociedade e de política interna.

Extamente, LE MONDE, titula, lançada a batalha das ajudas aos agricultores.A comissão europeia, confirmou, ontem, querer cortar, pela primeira vez, ajudas directas aos agricultores. No quadro do orçamento plurianual 2021-2027, as subvenções passarão, em França, a ser de 50 mil e 3 milhões de euros, durante um período de 7 anos, o que representa um corte de 3,9%.

Esta redução de subvenções representará uma perda líquida de rendimentos dos agricultores, que já estão a perder com a crise do leite e da criação de gado. Paris reagiu duramente, com o ministro da agricultura a dizer que isso é "inimaginável", enquanto o primeiro-ministro, prometeu "batalhar contra" tal decisão da comissão europeia, nota, LE MONDE.

Deficientes motores falam, titula, LA CROIX. Um ano depois do então candidato às presidenciais, Macron, ter prometido ajudar as pessoas que vivem em situação de deficiência física, LA CROIX, deu a palavra a algumas delas: "se os transportes públicos não estão adaptados, porque não, termos acesso a taxis, com o nosso passe de metro?", interroga-se um dos entrevistados.

"Poderia haver muito mais centros profissionais de saúde nas cidades", replica outro, enquanto os seus acompanhantes, afirmam que a "experiência deses deficientes podem trazer valor acrescentado à sociedade" ou "há que tentar anticipar o máximo possível", nota LA CROIX.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, não atacamos cegamente, porque atingimos cirurgicamente os símbolos do estado e do capitalismo. Após a violência que acompanhou o desfile do 1° de maio e antes da manifestação anti-Macron de sábado, o jornal faz um retrato do movimento com base no testemunho de um dos manifestantes violentos do Black Blocs, indivíduos vestidos a preto da cabeça aos pés, para não serem identificados pela polícia.

"Terça-feira, tínhamos camaradas de toda a Europa, porque a nossa luta é internacionalista, para resistirmos, ao capitalismo que leva a cabo uma luta mundial", afirma um dos meliantes que partiram montras de estabelecimentos comerciais, bancos, escolas e incendiaram carros nas ruas de Paris, sublinha, LIBÉRATION.

1° de maio, perfil preocupante dos subversores de ultra-esquerda, titula, LE FIGARO. Nas redes sociais tinham prometido às autoridades "um dia no inferno". Anarquistas autónomos, inimigos desalmados do "estado capitalista, os Black Blocs, artesãos do caos que assaltaram na terça-feira as ruas de Paris, pertencem ao  mundo da contestação e da ultra-esquerda radical, nota LE FIGARO.

Mudando de assunto, LE FIGARO, destaca, que depois da Austrália, o presidente Macron, chega à Nova Caledónia, território francês, mas terreno minado, a seis meses de um escrutínio sobre a sua independência.

Aliás, o principal título, do  jornal L'HUMANITÉ, é Nouméa: tempo de descolonização? O referendo é a última etapa do processo de descolonização da Nova Caledónia, instaurado em Nouméa, em 1998, e uma palavrinha de Macron, no seu estilo provocador, pode atiçar o fogo nesse território francês que quer a sua autodeterminação. 

Também nas Comores, a França, deixou de ser um sonho, relança, LE MONDE. A multiplicação de actos anti-comorianos na ilha de Mayotte vizinha, território francês, nas Comores, independentes desde 1975, o governo adoptou uma política de represálias, não recebendo um barco com centenas de comorianos expulsos ilegalmente do departamento francês.

Para Comores, o povo que vive na ilha de Mayotte, é o mesmo, denunciando à ONU um território ocupado pela França.

Enfim, no internacional, o mesmo vespertino, destaca Arménia, onde Nikol Pachinian acredita na sua vitória, depois que o partido republicano se resignou a designar o opositor à frente do governo.

Já para LA CROIX, a ETA, organização terrorista basca, desaparece, mas a paz está por escrever. A ETA anuncia ter dissolvido todas as suas estruturas, mas fica por desarmar corações e espíritos, afirma um basco espanhol, citado por LA CROIX.

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