rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Justiça Direito África Economia

Publicado a • Modificado a

França: Bolloré acusado pela justiça

media
Desde a semana passada Vincent Bolloré já não dirige nem a Vivendi nem o Canal plus, tendo passado o testemunho ao filho. REUTERS/Charles Platiau

Vincent Bolloré foi formalmente acusado pela justiça francesa nesta quarta, 25 de Abril de 2018 por corrupção, no âmbito da investigação movida contra ele por suspeitas na atribuição de contratos de gestão de portos na África ocidental, confirmou o seu porta-voz em comunicado.


O documento, citado pela agência AFP, não citava os crimes que são censurados ao milionário e empresário francês de 66 anos.

Este continua a dirigir a parte industrial do grupo Bolloré, apesar de ter cedido ao filho Yannick a gestão do gigante francês dos media, Vivendi.

Bolloré, a ser investigado com outros dois dirigentes do grupo, não foi encarcerado no fim do período de custódia policial a que foi submetido em Nanterre, perto de Paris.

Os magistrados visam determinar se o grupo Bolloré utilizou as actividades de consultoria política da sua filial, Havas, para obter a gestão dos portos de Lomé, no Togo, e de Conacri, na República da Guiné através de uma das suas filiais, a SDV.

Essa filial obtivera o contrato do porto de Conacri escassos meses após a eleição de Alpha Condé nos finais de 2010 e conseguira a gestão do porto de Lomé pouco antes da reeleição nesse mesmo ano de Faure Gnassingbé.

Ambos os candidatos, tanto na República da Guiné como no Togo, tinham recorrido aos serviços da empresa Havas.

De acordo com o vespertino Le Monde a justiça suspeita que a Havas tivesse facturado a preços módicos as suas prestações, e isto por forma a que a Bolloré obtivesse em troca os dois contratos em causa.

Num comunicado do grupo Bolloré desta terça a empresa desmentiu formalmente quaisquer irregularidades cometidas em África, continente onde gere 16 terminais portuários. Bolloré está presente em 46 países africanos (linhas ferroviárias, accionista de empresas agrícolas, etc...).