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Franceses nas ruas contra Macron

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Os dois sindicatos franceses, CGT e Solidaires, apelaram a uma jornada de greve em todo o país REUTERS/Jean-Paul Pelissier

Os dois sindicatos franceses, entre eles a CGT, apelaram a uma jornada de greve em todo o país, uma espécie de frente comum contra as múltiplas reformas de Emmannuel Macron.


Funcionários dos caminhos-de-ferro, pessoal hospitalar, carteiros, funcionários e estudantes desfilaram, lado a lado, em toda a França.
As manifestações foram convocados pelas duas centrais sindicais CGT e Solidaires que esperam uma "convergência de lutas" para se oporem às reformas de Emmanuel Macron.

“Macron, o Presidente dos ricos”, “Macron, o arrogante” e “Macron, o empregado do patronato ” foram algumas das frases ostentadas nos cartazes que percorreram as ruas das cidades francesas de Marselha, Lyon, Rennes, Bordéus ou Saint Etienne. Uma mobilização que esperava reunir mais de 130 mil pessoas em todo o território francês.

Em Paris, os manifestantes desfilaram entre Montparnasse e a place de Italie, com o secretário da CGT, Philippe Martinez a liderar o cortejo. Uma marcha que ficou marcada pelos confrontos entre os manifestantes e a polícia que recorreu ao uso de gás lacrimogéneo para se defender dos projécteis que iam sendo atirados.

As greves e manifestações desta quinta-feira foram acompanhadas pelas perturbações, nomeadamente na companhia de caminhos-de-ferro, SNCF.
A Intersindical CGT-CFDT-SUD-Unsa da SNCF anunciou hoje a suspensão das conversações com a ministra dos Transportes, Élisabeth Borne, e espera agora que o primeiro-ministro, Édourad Philippe retome o dossier.