rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo
Revista de Imprensa
rss itunes

Forte mobilização na greve de ferroviários em França

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pelo tema do movimento de greve lançado ontem nos caminhos-de-ferro nacionais que dura até o mês de junho. 

SNCF: Macron face a uma forte mobilização, titula o vespertino LE MONDE. A mobilização é forte, reconheceu ontem o governo francês, no primeiro dia da greve. A taxa de maquinistas grevistas, atingiu os 77%, mas o primeiro ministro  sublinhou a determinação do governo sobre esta reforma.

O executivo aposta no cansaço da opinião, enquanto os sindicatos apostam na duração para pôr de joelhos o governo, nota LE MONDE.

SNCF, estudantes, trabalhadores da recolha do lixo, Air France, funcionários, um greve que pode esconder outras greves, replica em título, LIBÉRATION. Após o sucesso do primeiro dia, o movimento de greve dos condutores e revisores de comboios, multiplica-se por uma unificação dos combates sindicais.

Uma convergência ainda longe de estar adquirida, mas que poderá ser preocupante para o executivo, nota LIBÉRATION.

Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula, a união é a força desta greve. Os maquinistas ganham a primeira mão, após a união do primeiro dia, um sinal de revolta e de determinação  que deslinda os cenários duma reforma dedidida antecipadamente, observa L'HUMANITÉ.

Os serviços públicos estão ameaçados?, pergunta em título LA CROIX. A greve na empresa nacional dos caminhos-de-ferro foi bem seguida. Este movimento inscreve-se num debate mais vasto sobre o futuro do serviço público em França, nota LA CROIX.

LE FIGARO, coloca este debate em segundo plano, escrevendo que a participação foi média apesar de fortes perturbações. O jornal, preferiu titular sobre asilo e imigração: a lei à prova da Assembleia.

O Ministro do Interior, Gérard Collomb defende o seu projecto que entende aumentar a expulsão de clandestinos, mas o texto é tido como sendo muito duro por uma parte da sua própria maioria no Parlamento. O texto começou a ser debatido em comissão mas eleitos da maioria estão dispostos a abster-se ou mesmo a votar contra, nota LE FIGARO.

Em relação à actualidade internacional, o mesmo LE FIGARO, destaca Netanyahu, que renuncia ao acordo sobre os imigrantes africanos.

Pressionado no seio da sua coligação, o primeiro ministro israelita abandonou o plano controverso concluído secretamente com a ONU, de expulsar imigrantes africanos ilegais para o Ruanda, com um subsídio de milhares de dólares, ou serem presos até aceitarem a primeira condição.

Para complicar as coisas, Ruanda, acabou por dizer que não queria ser uma alternativa a uma prisão de africanos ilegais em Israel, sublinha, LE FIGARO.

LE MONDE, destaca, a aposta de Erdogan em Putin para gerir o problema dos curdos. Durante a visita de 3 de abril de Putin a Ancara, Erdogan, declarou que se a Rússia não lhe tivesse aberto o espaço aéreo russo, os seus pilotos de caça não teriam podido chegar a Al-Baba e Afrin, para escoraçar a minoria curda turca.

Por seu lado, Trump alimenta a indefinição sobre a presença americana na Síria, sabendo que a Casa Branca e o Pentágono têm posições divergentes sobre a retirada das forças americanas, acrescenta LE MONDE.

Enfim, sobre o continente africano, na África do sul, primeira pena de prisão por insultos racistas, escreve LE MONDE, clarificando que desde o fim do apartheid, injúrias contra negros eram punidos apenas com multas.

Vicki Momberg, acaba de ser condenada a 3 anos de prisão, dos quais 1 ano de pena suspensa e 2 de cadeia efectiva, por ter tratado um negro de kaffir, termo considerado injurioso e agressivo à dignidade humana, sublinha, LE MONDE.

Senegal, Dacar sacrifica os seus pescadores a um projecto de central a carvão. Indústrias que contribuem para o aquecimento global concentram-se na costa litoral ameaçada pela erosão e donde são expulsos os pescadores e suas pirogas, acrescenta LE MONDE.

Espanha:socialistas vencem eleições,mas terão dificuldades para governar