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Nicolas Sarkozy Direito Justiça Líbia Muammar Kadafi

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França: Sarkozy acusado de 3 crimes

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Nicolas Sarkozy a sair da polícia judiciária de Nanterre, na noite de 21 de Março, após ter sido constituído arguido. REUTERS/Stephane Mahe

O antigo presidente francês foi formalmente acusado nesta quarta, 21/3/18, pela justiça da prática de três crimes que dizem respeito ao financiamento ilícito da sua campanha eleitoral de 2007. Nicolas Sarkozy ficou submetido a medidas de coacção denuncia "o inferno da calúnia".


Na noite passada, findos dois dias de interrogatórios sob custódia policial, nas instalações da Polícia judiciária de Nanterre, perto de Paris, Sarkozy pode regressar a casa em liberdade, mas acabou por ser formalemente acusado pela justiça francesa da prática de três crimes.

"Corrupção passiva", "financiamento ilegal de campanha eleitoral" e "participação em desvio de fundos líbios" foram as três acusações formalizadas contra Sarkozy.

O ex chefe de Estado conta 63 anos desmente os factos que lhe são censurados.

“Desde o dia 11 de março de 2011, vivo o inferno desta calúnia“, garantiu o antigo Presidente francês, nas declarações que prestou aos juízes ontem à noite.

Nicolas Sarkozy diz ter sido acusado "sem qualquer evidência material" pelas declarações do antigo ditador líbio Muammar Kadhafi e parentes, bem como pelo empresário franco-libanês Ziad Takieddine.

"Sinto-me satisfeito e sossegado. Houve um acordo com o senhor Kadafi. Isso ninguém o nega. A isso chamo de actos mafiosos e a Sarkozy chamo-o de mafioso", declarou Ziad Takieddine

A sua família política Les Républicains (Os Repúblicanos) reagiu por intermédio do seu líder Laurent Wauquiez lembrando que a formalização da acusação não é sinónimo de culpa.

A porta-voz de Os Repúblicanos também reagiu, Laurence Sailliet afirmou que a formalização da acusação não é sinónimo de culpa; "nós apoiamo-lo e a formalização de uma acusação implica que se respeite o facto de ele ser presumivelmente inocente. Fazemos questão em lembrar isso."

O antigo Presidente da França indiciado na quarta-feira, esteve a ser ouvido durante cerca de 25 horas pelos investigadores, que o interrogaram na sede da Polícia Judiciária de Nanterre, nos arredores de Paris.

Crónica sobre acusação de Nicolas Sarkozy 22/03/2018 ouvir