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Amarguras da extrema direita e partido socialista franceses

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por assuntos franceses como a Frente nacional, partido socialista ou a protecção familiar. 

A imagem degradada de Marine Le Pen, penaliza a Frente nacional, titula, LE MONDE. O fracasso de Marine Le Pen, nas presidenciais, apagou o trabalho de normaliazação e desdiabolização da FN que ela começou em 2011.

Segundo uma sondagem de Kantar-Sofres, publicada na véspera do congresso da FN, 28% das pessoas interrogadas julgam que a FN tem capacidade de participar num governo, contra 38% há um ano.

Se os franceses duma maneira geral têm uma opinião muito severa sobre a presidente da Frente nacional, os simpatizantes, pelo contrário continuam fiéis à Marine le Pen. A direita recusa qualquerer tipo de aliança com o partido da extrema direita, mas os dois eleitorados partilham um grande leque de valores, nota LE MONDE.

A descida aos internos do partido socialista é o titulo do jornal LE FIGARO. É a direcção de um partido quase moribundo que é disputada esta noite na rádio e  televisão por 4 personalidades socialistas . Numa altura em que a social-democracia é varrida da Europa, o congresso do partido socialista de 7 e 8 de abril, parEce ser o encontro da última oportunidade, nota LE FIGARO.

PS, procura vez e voz, titula LIBÉRATION. São quatro candidatos que disputam o lugar de primeiro secretário com o objectivo de fazer ouvir o partido, frente a Macron e ao radical de esquerda Mélenchon; mas LIBÉRATION duvida sublinhando que os  dirigentes falam uma língua morta inaudível.

Assistidos por famílias: a sua devoção deve ser transformada em lei, titula L’HUMANITÉ. Referência ao deputado Pierre Darréville do partido comunista que defende uma lei a favor de 11 milhões de franceses sem estatuto. São pessoas que sofrem de problemas motoras e que não têm o controlo dos seus corpos e músculos. Dependem de famílias benevolentes que as assistem no seu dia à dia cheio de problemas de saúde, nota L’HUMANITÉ.

Ainda sobre a França, LA CROIX, pergunta em título: fim da prisão para qualquer delito?. Ontem o presidente da República anunciou uma série de medidas visando promover sanções alternativas à prisão. É passar de um sistema que aposta na prisão, para outro que privilegia sanções aplicadas imediatamente, nota LA CROIX, no seu editorial.

Eem relação à actualidade internacional, Coreias, porque é que Kim Jong-Un abraça o desanuviamento, pergunta LE MONDE. Uma cimeira entre o dirigente norte-coreano e o presidente sul-coreano Moon, terá lugar em fins de abril.

Pyongiang estaria disposto a suspender os seus ensaios balísticos e nucleares e discutir com Washington que reagiu com prudência. Um dos primeiros objectivos destew sinais de abertura é tentar pôr um travão às sanções, nota LE MONDE.

O mesmo vespertino, escreve sobre o Brasil, o que o ex-presidente Lula está cada vez mais próximo da prisão depois que foi rejeitado ontem o seu novo recurso no seguimento da sua condenação em tribunal de relação a 12 anos de prisão por corrupção.

Por seu lado, LE FIGARO dá relevo à Europa: Itália contrária os planos de Macron. Com a estonteante investida dos populistas do movimento 5 estrelas  dos extremistas da Liga, o presidente francês vê a sua margem ficar mais estreita.

Enfim  sobre o continente africano, LE MONDE destaca o  Macron da Serra Leoa. Kandeh yumkela, ex director geral da Onudi, organização das nações unidas para o desenvolvimento industrial está na corrida para as presidenciais naquele país. 

Criou a sua grande coligação nacional para combater os candidatos dos partidos tradicionais, nomeadamente, o antigo partido único do pós-independência de 1961.

Representante duma nova geração de quadros, Yumkela, que tem dupla nacionalidade serraleonesa e americana afirma nos comícios que chegou a hora da mudança de paradigma dos velhos da política onde nunca acontece nada, nota LE MONDE.

Enfim,