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Revista de Imprensa
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Mundo rural francês contra política de Macron

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por assuntos franceses, como o mundo rural, mas também por questões internacionais, como a batalha das armas nos Estados Unidos.

O que o mundo rural recrimina a Macron, titula, LE MONDE. O presidente da República, tem estado, desde o começo do seu mandato, a esquivar-se a certas investidas vindas de territórios rurais. Certas medidas são contestadas com o aumento dos preços do gasóleo diesel, a limitação de velocidade a 80 km, o fecho de pequenas linhas de comboio ou de escolas.

O chefe de Estado é criticado também pela oposição de ser o representante  das grandes cidades e da modernidade em detrimento de zonas que sofrem. Conscientes desta imagem, o presidente e o seu governo fizeram vários anúncios a favor do mundo rural, nota LE MONDE.

Camargue, torna-se floresta  selvagem, replica LA CROIX.  Há anos, que as antigas salinas mudam de rosto a favor de um vasto programa de restauração. A água doce está de volta, o ecossistema é reconstituído e as paisagens mudam. Camargue, primeira zona húmida francesa poderia tornar-se num exemplo para outros territórios ameaçados por agruras climáticas, observa, LA CROIX.

L’HUMANITÉ, titula, por seu lado, presidentes de câmaras de Nièvre, tentam salvar o serviço de urgência do hospital da cidade de Clamecy. Pedem-nos para criar centros de saúde e atrair médicos para a nossa região, enquanto o Estado  quer redefinir o perímetro, afirma um dos eleitos que com os habitantes locais rejeitam a nova machadada desferida ao sector da saúde, nota L’HUMANITÉ.

Na actualidade internacional, LIBÉRATION, faz o seu principal título, com os Estados Unidos, citando Christine, 15 anos, que conseguiu escapar-se à chacina do liceu na Flórida: “Sr Trump, basta de rezas, queremos actos”. A menina sobrevivente da matança do liceu Parkland, conta uma hora e meia de pesadelo, escondida numa sala de aulas e implora os políticos a agirem.

“Temos poder. Sou ainda muito jovem para votar, mas posso exprimir-me publicamente e participar em manifestações. Posso contar a nossa história e convencer aqueles que têm direito de votar a afastar os políticos ao serviço da poderosa associação que defende o uso de armas nos Estados Unidos”, sublinha Christine, ao jornal LIBÉRATION.

Por seu lado, LE FIGARO, titula, Ocidente impotente face à tragédia síria. Paris reclama uma trégua quando os ataques das forças governamentais na região rebelde sitiada de Ghouta, já fizeram mais de 300 mortos.

No seu editorial, a  caminho de Damasco, LE FIGARO, escreve que o regime continua a sua implacável progressão rumo à reconquista. Assad, reconquista a preço de um mar de sangue e ruínas, sublinha LE FIGARO.

Em relação à África, LE MONDE destaca o presidente do Mali, que pensa que a guerra contra o terrorismo progride no Sahel.  “Não negociaremos com jiadistas”,  afirma, em entrevista ao vespertino LE MONDE, o presidente maliano, considerando que a guerra contra o terrorismo marca pontos no Sahel”. E acrescenta: “Sem um mandato mais ofensivo que reclamamos, a missão da ONU restringe-se ao social”.

Enfim, uma nota futebolística com L’ÉQUIPE, titulando, Marselha, que joga esta noite frente ao Braga de Portugal, tem de apresentar trabalho, nesta prova da Liga Europa.