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Macron começa a ter dificuldades com críticas da oposição

Por João Matos

As primeiras páginas da imprensa diária francesa estão dominadas por assuntos económicos e sociais  em França e  no internacional,  pela crise na Alemanha ou a tensão entre Israel e a Síria. 

LE MONDE, titula, a  direita tentada pelo proteccionismo. O novo presidente dos Republicanos, Laurent Wauquiez,  contestou a doutrina liberal do seu partido, num discurso perante o conselho nacional. Afirmando querer controlar os efeitos do comércio livre, o chefe da oposição vira-se para o proteccionismo e o conservadorismo social.

Ele denuncia Emmanuel Macron, como o presidente dos "golden boys" da globalização. Wauquiez, apresenta-se como porta voz dos que sofrem. Sem o eleitorado liberal que passou para o campo de Macron, o líder dos Republicanos, tenta assim recuperar, recorrendo a temas económicos, o voto popular da Frente nacional, sublinha LE MONDE.

Reformas: Macron não quer abrandar o ritmo , titula, LE FIGARO. 12° ano dos liceus, ensino superior, aprendizagem de um ofício, função pública, enfim, multiplicando planos de reforma, o executivo corre o risco de embate com uma oposição cada vez mais forte, nota LE FIGARO.

Por seu lado, L’HUMANITÉ, destaca, Patronato ao assalto da aprendizagem de um ofício. Esta reforma do governo é decalcada da lei do mercado. Até agora, uma prerrogativa das Regiões, passará a ser regulada pelo mercado, uma exigência do patronato que decidirá se esta ou aquela formação pode ser feita pelos centros que formam aprendizes de um ofício, sublinha L’HUMANITÉ.

Companhia nacional dos caminhos de ferro à procura da sua via, relança, LA CROIX. Com a abertura à concorrência, o sistema ferroviário francês poderá ser a mudança mais importante da sua história. O Estado parece determinado a criar um pequeno sistema ferroviário, nota LA CROIX.

Em relação à actualidade internacional, LIBÉRATION, titula, Israel, Síria e Irão, a queda-teste  de um avião. A penetração em território de Israel, de um drone atribuído ao Irão, seguido da destruição de um F16 do exército israelita pela Síria, quando Israel retaliava, bombardeando vários objectivos militares, provocaram no útimo fim-de-semana, uma forte subida da tensão na região.

O primeiro-ministro israelita, Benjamim Netanyahu, declarou, a propósito do Planalto Golã,  que o seu país está preparado para todos os cenários possíveis, pelo que não aconselharia a ninguém meter-se com Israel, nota LIBÉRATION.

Na Alemanha, a juventude do SPD, desafia Angela Merkel. Kevin Kühnert, líder dos jovens do SPD, faz campanha contra uma aliança governamental do seu partido com o da chanceler. Os militantes do SPD, hesitam assim validar o acordo assinado pela sua direcção com Angela Merkel.

“Não prometemos governar a qualquer preço”, lança o jovem Kühnert, à cara de Martin Schultz, que devido à revolta no seu partido teve de anunciar a sua demissão de líder do SPD e a sua não entrada no governo, onde ia ser ministro dos negócios estrangeiros, sublinha LE MONDE.

Enfim, sobre a África, LIBÉRATION, destaca a Líbia e a desminagem de Bengazi, com a nossa experiência e a ajuda de Deus, afirma um dos elementos da operação.

Desde que o estado islâmico foi escorraçado de Bengazi, em novembro, os civis estão a regressar e mesmo com meios irrisórios a equipa de desminagem tenta neutralizar ratoeiras de explosivos montadas pelos jiadistas antes de abandonarem Bengazi, nota LIBÉRATION.