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França : ministro da Ecologia acusado de abuso sexual

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Nicolas Hulot, ministro francês da transição ecológica e solidária. AFP/Fabrice Coffrini

Nicolas Hulot, o número 3 do governo francês de Emmanuel Macron e actual ministro da Transição ecológica, está no cerne de um escândalo mediático e político. O ministro é acusado de dois casos de abusos sexual ocorridos em 1997 e 2010 no quadro das suas actividades de jornalista e animador televisivo. Nicolas Hulot desmentiu vigorosamente os factos e a justiça arquivou as queixas.


Nicolas Hulot, ministro de Estado, que entrou no governo de Emmanuel Macron em Maio de 2017 depois de ter renunciado durante vários anos à sua carreira política, é objecto de duas acusações de abuso sexual que provocam uma onda de polémicas na sociedade francesa.

Os factos são antigos e já foram arquivados pela justiça francesa mas as acusações permanecem e poderiam colocar a sua carreira política em perigo. O primeiro caso ocorreu em 1997, na segunda casa de Nicolas Hulot na Córsega, aonde teria abusado de uma jovem fotógrafa de 20 anos chamada Pascale Mitterrand, uma neta de um antigo presidente francês.

A justiça arquivou o caso mas a autora da denúncia quer ser reconhecida como vítima de abuso sexual.

O segundo caso teria ocorrido entre 2010 e 2013 no contexto de um caso de assédio sexual acusando Denis Baupin.

A mulher de 31 anos, que teria trabalhado na fundação Hulot nesta altura, desmentiu as acusações e a queixa foi cancelada.

Apesar da antiguidade dos factos ou da negação das acusações, o ministro de Estado francês teve que se defender publicamente e o escândalo poderia por em perigo o seu cargo no ministério da transição ecológica no contexto em que a igualdade de género foi colocada como uma prioridade nacional.

Nicolas Hulot, ministro francês da ecologia 09/02/2018 ouvir

Apesar disto, Nicolas Hulot recebeu o apoio incondicional de presidente francês Emmanuel Macron.