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França relança despesas militares reforçando dissuasão nuclear

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por vários temas que vão desde questões militares, passando pela informática, governo de coligação na Alemanha, até ao Quénia, de Uhuru Kenyatta e Raila Odinga. 

LE MONDE, titula, a França relança as suas despesas militares. A lei de programação militar 2019/2025, que devia ser hoje apresentada em conselho de ministros, prevê um reforço oraçamentale de 295 mil milhões de euros. Após uma dezena anos de restrições orçamentais, este aumento servirá para modernizar os armamentos e melhorar a preparação dos exércitos.

O governo prevê recrutar 3 mil  soldados e quer melhorar as condições de vida e equimamento dos soldados. Le MONDE, acrescenta ainda que a França entende reforçar a sua dissuasão nuclear, com um novo submarino lança mísseis e desenvolvimento de mísseis aéreo-guiados, enquanto os serviços de informações terão meios suplementares, no quadro de um orçamento da defesa que representará 2% do PIB em 2025.

Armas nucleares, o debate proíbido, é o principal título do LIBÉRATION. Na continuidade da lógica de dissuasão que prevalece há meio século, Macron conta renovar o arsenal atómico francês.

Despesa pública: o tribunal de contas mostra cartão amarelo a Macron. A instituição considera que o governo não lançou um programa de economias necessárias à redução do défice nos próximos tempos, preferindo fazer uma aposta arriscada no crescimento, sublinha LE FIGARO.

Pro seu lado, LA CROIX, titula, Informática, dificuldades de recrutar. O recrutamento no sector é muito difícil. A penúria obriga a repensar as formações. A França tem um défice de informáticos. Assim, desenvolvedores, especialistas da ciberseguraça ou administração de dados e redes, são alguns dos perfis raros e considerados reis do mercado do trabalho.

A França poderia virar-se para a India, campeã mundial de prestação de serviço de informática. A India forma anualmente 400 mil informáticos, enquanto em França há uma penúria de informáticos com situações caricatas, do tipo, de o que recruta um desenvolvedor, ter quase que passar exame frente ao recrutado, por não perceber grande coisa da disciplina, observa LA CROIX.

8 de fevereiro de 2021:  um dia de bagunça, um exemplo do privatizado nos caminhos de ferro. A abertura à concorrência selvagem dentro de 3 anos deixará muita gente nas plataformas vazias de comboios.

É verdade que os preços baixam mas é no início e depois disparam como aconteceu no Reino Unido, afirma o sindicalista do sector, Cédric Robert, nota L’HUMANITÉ.

Em relação à actualidade internacional LE MONDE, destaca Alemanha, após o acordo para um governo de coligação, a chanceler Merkel é criticada no seio do seu partido, CDU, enquanto na oposição, Schultz que queria entrar no governo como ministro dos negócios estrangeiros, criticado pelo SPD, teve de anunciar que vai passar a liderança a Andrea Nahles, de 47 anos, dizendo que não está em condições de gerir o processo de renovação do partido.

Merkel pagou caro para poder conseguir a sua grande coligação, replica LE FIGARO, já que teve de dar postos chave ao SPD, como negócios estrangeiros, finanças, trabalho e justiça.

Enfim sobre a África, no Quénia, continua o embate entre o presidente e o seu principal rival, escreve LA CROIX. 3 meses depois da tomada de posse de Uhuru Kenyatta para um novo mandato, a crise política continua. Raila Odinga, seu principal opositor, acaba de se autoproclamar presidente do povo.