rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo
Revista de Imprensa
rss itunes

França quer avançar com reformas antecipadas de funcionários

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões relacionadas com a reforma da administração publica, em França, e o debate sobre a educação, em África.

LE MONDE, titula, Função pública: uma reforma de alto risco. O primeiro ministro anunciou ontem as grandes linhas do seu projecto a favor duma transformação da acção pública. Renovação do estatuto da função pública, plano de refoma antecipada ou salários com base no mérito, acrescenta LE MONDE.

Função pública, saiam, estamos a fechar as portas!, titula L’HUMANITÉ. Um plano voluntário  de reformas antecipadas na função pública: a fórmula é explosiva e a deflagração surge numa altura em que começa uma grande reflexão para a transformação da acção pública.

O plano do governo vai suprimir 120 mil postos de trabalho , e recrutar com base no mérito o que é uma provocação, uma semana depois de 8 organizações sindicais de funcionários terem reclamado a abertura duma concertação com vista a um novo plano de titularização de agentes  sob contratos pontuais, sublinha L’HUMANITÉ.

Por seu lado, LE FIGARO, titula, Funcionários: o projecto sem tabú do governo. Na sua reflexão sobre a reforma do estado, o executivo quer lançar um plano de reformas antecipadas para os interessados e rever o estatuto dos agentes da administração pública.

Após a reforma do trabalho e da fiscalidade do capital, o governo avança com uma nova obra de alto risco, a da reforma do estado. Apesar das negociações não terem começado certos sindicatos denunciam um ataque insuportável e inaceitável, acrescenta, LE FIGARO.

Mudando de assunto, dm relação ao continente africano, LA CROIX, titula, Em África ensinar  a qualquer preço. Na companhia do seu homólogo senegalês Macky Sall, o chefe de estado francês, Emmanuel Macron, co-preside em Dacar a terceira conferência de reconstituição de fundos da parceria mundIal para a educação.

Os fundos prometidos andam à volta dos 3 mil milhões de euros para um período de 3 anos, são destinados a reduzir o número de crianças não escolarizadas, estimadas em 264 milhões em 65 países do mundo.

“Quero ver as crianças irem mais longe”, afirma um professor duma escola primária privada de Cotonu, no Benim. “Trabalhar aqui é mais que ensinar”, replica do seu lado Mary Lihanda ,  duma escola primária da periferia pobre de Nairobi, no Quénia, acrescenta LA CROIX.

África, o regresso da corrida Macron. Advogado da luta contra os estragos climáticos, arauto da educação. De Tunes a Dacar, o presidente multiplica discursos messiânicos fundadores.

Palavras que chateiam uns e seduzem outros. Em Tunes, Macron convocou a história, falando da grande nação desse grande povo, palavras que agradaram deputados tunisinos, mas mesmo assim um deles disse que preferia que a França anulasse a totalidade da dívida da Tunísia que é de 800 milhões de euros.

Em Dacar, Macron, participa na terceira conferência de parceria mundial da educação. Ocasião para se debruçar sobre os progressos, os mitos e os desafios da educação no continente que ainda continua à procura do seu desenvolvimento, nota LIBÉRATION.

No internacional, o mesmo LIBÉRATION, escreve, sobre a Espanha, Carles Puigdemont abandonado pelo campo independentista. Em mensagens privadas reveladas pela imprensa, o líder dos catalães no exílio reconheceu que os seus problemas com a justiça fizeram-no abandonar a vida política.

Os separatistas preparam a sua substituição. Puigdemont tornou-se um problema. Ele é fonte de divisões no seio da sua família política, escreve o cronista Fernando Onega, citado por LIBÉRATION.

Enfim, LE MONDE, destaca os Estados Unidos, para se referir à guerra declarada enter Trump e o FBI, sobre um controverso memorando denunciando os métodos do FBI no inquérito russo.

Na mesma linha, LE FIGARO, refere-se a um memorando explosivo que Trump quer tornar público para desacreditar a missão do procurador especial Robert Mueller que investiga sobre a intervenção russo nas eleições americanas.