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A regra do Jogo de Christiane Jatahy

Por Lígia ANJOS

N'A Regra do Jogo Christiane Jatahy adapta o filme de Jean Renoir de 1939 e baralha as regras do teatral clássico da Comédie-Française.

Recentemente Christiane Jatahy voltou a apresentar Julia no 104, espaço que recebeu nos últimos anos os trabalhos da encenadora brasileira como E se elas fossem para Moscovo? e ainda A floresta que anda.

A Regra do Jogo começa com a projecção de um filme de 26 minutos. A acção é introduzida por Robert que recebe os seus convidados na Comédie-Française. Através do filme somos conduzidos até aos camarins, convidados a conhecer figurinos, corredores, espaços desconhecidos da casa de Molière.

É na sala Richelieu, onde assistimos à projecção deste filme, que sobem ao palco elementos da trupe da Comédie; dez actores que ao longo de 1h50 partilham emoções, transformações e segredos escondidos através das projecções de uma câmara.

Em frente ao palco, o público assume um papel de observador participante como se de uma verdadeira investigação se tratasse, mas é através do diálogo que Christiane transporta do passado para o presente, um texto que se adapta aos nossos tempos.

Existe, como em todos os trabalhos de Christiane Jatahy, uma ligação entre suportes artísticos diferentes seja teatro, cinema, mas qual a linha que separa o real da ficção em A Regra do Jogo? Começámos por perguntar a Christine Jatahy se assume nesta peça o papel de realizadora ou encenadora.