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Marlene Monteiro Freitas, coreógrafa caboverdiana em Paris

Por Lígia ANJOS

Em Eurípides, está presente o delírio e o irracional, manifesta-se a ferocidade e o desejo de paz, a selvajaria e a aspiração a uma vida simples. Este é o mundo, moral e estético, que o autor convida a percorrer e que Marlene Monteiro Freitas tomou na construção de "Bacantes - prelúdio para uma purga" apresentado na semana passada em Paris no Centro Georges Pompidou.

A coreógrafa e bailarina caboverdiana tem como denominador comum nas suas peças a abertura, a impureza e a intensidade e agora, mergulha neste clássico do teatro para levar ao público um autêntico combate de aparências e dissimulações, polarizado entre os campos de Apolo e Dionísio.

Na sala soam os trompetes e rufam os tamborins.

Do crescendo rítmico do "Bolero" de Ravel à intensidade de Berio, do sopro lânguido de "L’après-midi d’un faune" de Stravinsky à sensualidade das mornas caboverdianas de Ildo Lobo, são ecos de "As Bacantes - prelúdio para uma purga", a coreografia que a caboverdiana Marlene Monteiro Freitas propõe da tragédia de Eurípides.