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Faleceu Johnny Hallyday, a lenda do rock francês

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Johnny Hallyday au Téléthon de 2014. RFI/Edmond Sadaka

Johnny Hallyday era considerado uma das grandes estrelas do rock francês das últimas décadas. Um ícone do rock & roll francês que encheu estádios de futebol ao longo do último meio século, morreu esta quarta-feira, aos 74 anos.


A notícia foi dada pela mulher Laeticia Hallyday; "ele deixou-nos hoje como viveu toda a vida, com coragem e dignidade".

O cantor lutava contra um cancro de pulmão há vários anos, mas a doença nunca o impediu de continuar a subir aos palcos e continuou sempre a acturar até este verão, apesar das sucessivas notícias sobre a degradação do seu estado de saúde.

Esta manhã, o Presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que "todo o país está de luto", que "todos têm qualquer coisa do icónico cantor de `rock & roll`" e que o cantor "trouxe uma parte da América para o nosso panteão nacional".

Presley francês

Johnny Hallyday assumia uma presença em palco inspirada em Elvis Presley e um estilo musical com influências de Chuck Berry e Buddy Holly.

O cantor inicia a carreira nos anos 60, em plena corrente yéyé e rock & roll. Johnny Hallyday vendeu mais de 100 milhões de discos, participou numa série de filmes.

Em 1997, foi reconhecido pelo Presidente de França, Jacques Chirac, com a medalha da Ordem Nacional da Legião de Honra.

Jean-Philippe Léo Smet, o seu verdadeiro nome, nasceu em Paris. Cedo quis tornar-se cantor, depois de ver Elvis Presley no grande ecrã em 1957, uma inspiração que nunca escondeu e que levou os seus fãs a apelidarem-no carinhosamente de “Presley francês”.

Grava em 1960 a primeira canção "T'aimer follement", a voz do cantor de rock fica imortalizada numa série de hits, como "Souvenirs souvenirs", "Le Pénitencier", "Noir c'est noir", "Retiens la nuit", "Que je t'aime", "Gabrielle" e "Ma gueule", entre outros.