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Macron e sua nova parceria para África

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela visita do presidente francês, Emmanuel Macron, à Africa.

LIBÉRATION, titula, África, o Show de Macron, ilustrado por uma fotografia entre jovens fazendo selfies com o presidente francês. Macron passou o seu exame oral ontem na Universidade Uagadugu, Burkina Faso, exortando a África e a França a fundarem um novo pacto.

São seis as prioridades do Eliseu para África: educação, prioridade absoluta da nova parceria, demografia, imigração, terrorismo, economia e cultura. Macron, repetiu em Burkina Faso, pertencer a uma outra geração, insistindo na sua vontade de ruptura.

Não há política africana da França, disse Macron, acrescentando, não ter ido a Burkina Faso para dizer aos africanos o que devem fazer, sublinha, LIBÉRATION, no seu editorial, citando o presidente francês.

Macron em África, a aposta da juventude, replica LA CROIX, que no seu editorial, olhar o passado para construir o futuro, sublinha que num discurso simbolicamente fundador, o presidente, afirmou que os crimes da colonização europeia são incontestáveis.

O jornal católico, observa, mais à frente, que basta lembrar-se do exame de consciência  histórica de João Paulo II por ocasião do Jubilado de 2000 para se constatar que um tal exercício pode abrir as portas do futuro e não fechar-se no passado.

Emmanuel Macron ou a nova máscara da Françáfrica , titula por sua vez, o jornal comunista, L’HUMANITÉ. Antes de falar de negócios hoje em Abidjan, o chefe de Estado armou-se ontem em professor de estudantes da Universidade de Uagadugu. O presidente convidou os africanos a ultrapassarem crispações ligadas à História e tentou seduzir uma juventude que vê a França sob o prisma de intervenções militares e corrupção , nota L’HUMANITÉ.

Macron, quer uma Europa mais interventiva em África, é o título do jornal, LE FIGARO. Na capital do Burkina Faso, o presidente francês, propôs uma visão renovada das relações entre a França e a África, com uma parceria aberta sobre a Europa e centrada na juventude.

No seu editorial, Euroáfrica, LE FIGARO, nota que para Macron, a política africana da França terminou. A França, vê-se como mediadora entre a Europa e a África, observa LE FIGARO, no seu editorial.

Macron sem tabú sobre a África, relança, LE MONDE, que no seu editorial, as promessas de um discurso, nota: o método do presidente francês instaura uma ruptura. Resta passar das palavras aos actos, caso contrário é a desilusão franco-africana será muito mais profunda.

Em relação a à actualidade mais internacional, LE MONDE, destaca a Coreia do Norte, um novo míssil lançado ontem à noite, num desafio claro a Washington. Pyongyang, anunciou estar, doravante, em condições de atacar a totalidade do território americano.

Tóquio, Seul e Washington, apelaram para uma reunião urgente do conselho de segurança da ONU, como aconteceu quando do precedente míssil, em meados de setembro.

Na sua página de Economia empresarial, LE MONDE, dá relevo igualmente a Portugal, onde a recuperação económica está de volta, mas continuam as desigualdades. A economia do país deve terminar o ano com um crescimento de 2,6%, superior à média europeia calculada para os 2,2%.

Mas, Portugal, continua a ter uma taxa de disparidade de rendimentos das mais elevadas da Europa e há ainda mais de 19% da população a viver abaixo do limiar da pobreza, sem falar na desigualdade face à educação, apenas 33% % da sua população, com menos de 32 anos , têm um diploma superior, nota LE MONDE.

Enfim, LE FIGARO, destaca Francisco face aos rohingyas. Na Birmânia, o Papa invoca o respeito de qualquer grupo étnico e da sua identidade, sem nomear a minoria.

O Papa insistiu na prioridade política e espiritual, dizendo que é tempo de sarar as feridas, encorajando o compromisso a favor da justiça e o respeito dos direitos humanos, cita o jornal LE FIGARO.

 

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