rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

França Homenagem Paris atentados 13 de Novembro Vítimas Emmanuel Macron François Hollande Ameaça

Publicado a • Modificado a

França recorda vítimas dos atentados de 13 de Novembro

media
O Presidente francês, Emmanuel Macron, prestou homenagem às vítimas dos atentados de 13 de Novembro. REUTERS/Philippe Wojazer

O Presidente francês, Emmanuel Macron, prestou homenagem esta segunda-feira às vítimas dos atentados do 13 de Novembro de 2015, com um minuto de silêncio nos seis locais dos ataques em Paris e Saint-Denis. Dois anos depois dos atentados, o nível de ameaça continua elevado.


A cerimónia começou em Saint-Denis, na presença de vários membros do governo e outras figuras do Estado, entre eles, o antigo Presidente François Hollande. O novo presidente, Emmanuel Macron, colocou uma coroa de flores abaixo da placa comemorativa onde figura o nome de português Manuel Dias, a única vítima das explosões do 13 de Novembro nas imediações do estádio de França.

Michaël Dias, filho de Manuel Dias, esteve presente no local, mas recusou cumprimentar Emmanuel Macron, pelo facto do Presidente francês ter, nomeadamente, acabado com o apoio às vítimas. "O novo presidente, desde a sua chegada, suprimiu o secretariado de Estado de Ajuda às Vítimas e hoje não temos qualquer interlocutor nesta área", referiu.

Michaël Dias, filho de vítima dos atentados de 13 de Novembro de 2015 13/11/2017 ouvir

A homenagem repetiu-se depois em todos os locais marcados pelos atentados, bares, restaurantes e a sala de concertos Bataclan. O nome das vítimas foi lembrado em voz alta, foram colocadas flores e observado o minuto de silêncio.

O Presidente, Emmanuel Macron, e a esposa, Brigitte Macron, cumprimentaram os familiares das vítimas que marcaram presença na cerimónia que recordou os atentados mais mortíferos da história recente da França.

Os atentados de 13 de Novembro de 2015, que provocaram a morte a 130 pessoas e deixaram feridas 350, foram reivindicados pelo autodenominado grupo do Estado Islâmico.

Dois anos depois dos atentados, o nível de ameaça continua elevado no território francês.