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Vitória amarga para Merkel nas legislativas alemãs

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções à vitória relativa de Angela Merkel, nas eleições legislativas, deste domingo, na Alemanha, mas também pelas eleições para o Senado, em França.

LE MONDE, titula, Merkel vitoriosa mas fragilizada pela proeza histórica da extrema-direita. Com 33% dos votos para os conservadores, CDU/CSU, Angela Merkel, soma uma vitória mas em jeito de advertência. A chanceler poderá fazer uma coligação inédita com os liberais do FDP, que obtiveram 10,7% dos votos e os Verdes, 8,9%.

O partido da extrema-direita AfD, Alternativa para a Alemanha, torna-se na terceira força política do país, obtendo 12,6 % dos votos e 94 deputados eleitos, no novo Parlamento federal.

Pelo caminho ficaram os sociais-democratas do SPD, que, no entanto, para LE MONDE, continuam a ser a segunda força do país, ao conseguirem 20,5% dos votos, e escolhem desta vez ficar na oposição e não entrar numa grande coligação com o partido de Merkel, como aconteceu no anterior mandato.

Vitória amarga, titula LE FIGARO. Angela Merkel, foi reeleita ontem para um quarto mandato, mas a sua vitória ficou assombrada pelo avanço histórico do partido de direita nacionalista, AfD, que entrou no Parlamento, e por uma busca de coligação complicada, sublinha, LE FIGARO.

Para LIBÉRATION, extrema-direita entra no Parlamento federal. Merkel, obteve um quarto mandato, mas terá que formar uma coligação e contar com a extrema direita do AfD, que obteve pela primeira vez assentos no Parlamento. 

Por seu lado, L'HUMANITÉ, observa que na Alemanha, Merkel, no poder, desde 2005, terá de formar uma coligação e saber que os nacionalistas do AfD, ultrapassam 13%...

Mudando de assunto, L'HUMANITÉ, dedicou o seu principal título às eleições senatoriais francesas de ontem que representam uma primeira sanção para Macron. A direita arrecadou o grosso da lotaria e os comunistas vão constituir o único grupo de oposição no Senado.

Senado: a direita progride, a República em Marcha de Macron, perdeu a ocasião de ganhar esta segunda câmara francesa, destaca LE MONDE. Os Republicanos e os centristas reforçam a sua maioria, ao passo que o partido do presidente da República não conseguiu o esperado.

"Assistimos ao primeiro fracasso de Emmanuel Macron e espero que o governo vai escutar o Senado e sua maioria", declarou ao vespertino LE MONDE, o centrista Hervé Maurey. 

Enfim, em relação à África, o mesmo LE MONDE, publica um ponto de vista de um colectivo de investigadores sobre o Ruanda: livro da colecção que sei? que dá um solavanco à História. Referência a um pequeno livro do jurista Filipe Reyntjens , consagrado ao genocídio de tutsis no Ruanda.

É uma obra que trata um assunto polémico por causa do papel desempenhado pelo Estado francês no Ruand. Mesmo se banalisa os factos do genocídio, não respeitando a objectividade científica, dá prioridade à ideologia e interpretação tendenciosa.

Todo o texto parece ter como único objectivo, denunciar a Frente patriótica ruandesa, culpada de crimes inumeráveis - "talvez" de genocídio no Congo - e o regime no poder em Kigali, que carrega e perpetua essa herança criminosa, acrescenta, o grupo de investigadores, no jornal, LE MONDE.

 

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