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Do Poder de Macron, África ou Angola nepotista de Lourenço

Por João Matos

Do estilo de Macron e críticas de filósofos, passando pelo método do Eliseu em África, o Jiadismo ou o nepotismo do novo presidente de Angola, são alguns dos assuntos desta Imprensa Semanal.

L'OBS, faz a sua capa, titulando, Isto vai aquecer ! Macron, que durante o Verão caiu drasticamente nas sondagens, insiste em levar por diante a sua revolução, a sua nova sociedade. Mas corre o risco de provocar fortes sacudidelas na sociedade.

Com a sua pretendida postura jupiteriana, Macron, não fez mais que comunicação.

Mas Macron, não é Júpiter. Ele é Jano, o deus das duas faces, sem dizer que facilita reivindicações do patronato, nota L'OBS.

Por seu lado, L'EXPRESS, pergunta em capa, quem é conservador ou progressista?, lançando um debate entre 2 filósofos franceses, Élisabeth de Fontenay, de esquerda, que apoia, Macron, e que afirma: "a reconstituição, a recomposição política, parecem-me hoje, positivas, mesmo se estamos, talvez, em vésperas de profundos movimentos sociais".

O segundo filósofo, Alain Fienkielkraut, antigo maoísta, hoje da direita, afirma que Macron, que quer fazer da França uma nação start-up, está errado quando acredita que a economia decide o essencial.

A visão económica do mundo não vê a realidade do mundo e esta vai-lhe bater à porta rapidamente, acrescenta Finkielkraut no debate entre os dois filósofos franceses do L'OBS.

Mas, Macron, é também, chamado à pedra, por outro filósofo, o alemão de origem holandesa, Peter Sloterdijk, nas páginas do magazine, LE POINT.

Macron, grande  leitor, tem uma tendência em utilizar um vocabulário de grandeza. Como se uma certa exaltação fosse necessária para vencer a morosidade que ainda reina numa boa metade da França.

O filósofo alemão Sloterdijk, vai mais longe, dizendo que Macron, é suspeito pelos alemães de querer que a Alemanha pague os seus sonhos de saneamento do seu próprio pais, França.

E numa frase assassina, o filósofo alemão Sloterdijk, afirma ainda no LE POINT, que se Macron, pensa mesmo que é sucessor de reis, em Outono, devia reforçar os seus seguranças, e ter medo pela sua nuca e a impaciência do povo francês".

Macron, uma outra visão da África?, pergunta a JEUNE AFRIQUE, no seu editorial, prosseguindo: ele poderá recuperar o tempo perdido e reconstruir uma relação sadia, desembaraçada da argola de ferro da colonização, da condescendência de certas elites francesas e dos parasitas da França?

Ele mostra que tem vontade. Próxima etapa: o discurso de política africana que o chefe de Estado francês deve fazer em novembro em Uagadugú, acrescenta a JEUNE AFRIQUE.

A mesma JEUNE AFRIQUE, dá relevo a Angola, perguntando, Que estratégia para a oposição? A UNITA contesta os resultados da CNE, que lhe dá 26%, reivindicando 37%, que vai defender perante o Tribunal constitucional.

Nada simples e se a UNITA não quiser ocupar o seu lugar no Parlamento, é marginalizada das decisões do governo; e se protestar pacificamente, expõe-se à repressão, nota a JEUNE AFRIQUE, citando a investigadora Paula Cristina Roque.

Por seu lado, LA LETTRE DU CONTINENT, escreve que a família de João Lourenço, já está bem colocada ! Familiares do novo presidente angolano ocupam postos bem pagos na administração ou nos meios de negócios.

Os principais membros do círculo familiar de João Lourenço, não esperaram pela sua vitória nas eleições para ocuparem postos de responsabilidade no país.

O irmão do "general-camarada" eleito sem surpresas, 24 de agosto, doutor António Augusto Lourenço, dirige há vários anos a poderosa Junta Nacional de Saúde, organismo que planifica as grandes reformas em matéria de saúde.

É, no entanto, no domínio aéreo e no da hotelaria que a marca familiar, é mais visível. Sequeira João Lourenço, outro irmão do sucessor de José Eduardo dos Santos, fundou e dirige a companhia aérea privada SJL Aeronáutica.

A esposa e vários fihos de João Lourenço são accionistas maioritários na companhia, que faz voos comerciais no interior do país, com uma frota de pequenos aviões como Cessna e Beechcraft.

Sequeira Lourenço é antigo piloto de aviação com relações no seio do aparelho militar e da presidência angolana.

Ele é amigo próximo do general Manuel Hélder Vieira, aliás, "Kopelipa", um dos braços direitos e camarada do presidente cessante, José Eduardo dos Santos, acrescenta, LA LETTRE DU CONTINENT.

Enfim, COURRIER INTERNATIONAL, faz a sua capa com uma Anatomia do terror do Jiadismo. Não é apenas o fanatismo religioso ou o ódio que habitam os jiadistas. E para ganhar a guerra contra o terrorismo, há que conhecer aqueles que combatemos.

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