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Simone Veil: morte da dama da vida política francesa

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Simone Veil, figura da luta contra o extermínio dos judeus pelos nazis e defensora dos direitos da mulher. FRANCK FIFE / AFP

Figura proeminente da vida política francesa e feminista convicta, a antiga ministra e ex-presidente do Parlamento Europeu, Simone Veil faleceu nesta sexta-feira com 89 anos de idade. A sua acção política está nomeadamente ligada à lei sobre o aborto, medida que a senhora Veil defendeu com firmeza em 1974, não obstante às críticas dos sectores mais conservadores da sociedade.


Membro do Conselho Constitucional de 1998 à 2007, Simone Veil tinha-se nomeadamente ilustrado ao contribuir em 1974, para a aplicação da lei sobre a interrupção voluntária de gravidez, mais conhecida pelo nome de aborto.

Na época, Simone Veil era ministra da Saúde , durante o mandato presidencial de Valéry Giscard d'Estaing.

O difícil combate contra um sector mais conservador da direita francesa, fez da Senhora Veil, por muito tempo, uma das personalidades políticas mais populares de França.

Nascida em 13 de Julho de 1927 em Nice, na região de Alpes-Maritimes,Simone Veil era uma sobrevivente dos campos de extermínio nazis, para onde tinha sido deportada aos 16 anos de idade.

Simone Veil iniciou em 1956 a sua carreira na magistratura, como substituta na administração central do Ministério da Justiça.

Foi em 1974 que ela encetou a sua actividade política como ministra da súde do governo chefiado por Jacques Chirac.

Entre 1977 e 1978 e 1978 e 1979 ela será ministra respectivamente da Segurança Social e da Família , em três governos liderados por Raymond Barre.

Em 1979, Simone Veil renuncia à sua função ministerial e torna-se presidente do Parlamento europeu até 1982. Reeleita em 1984 e 1989, Veil ficará como eurodeputada até 1993.

De 1993 à 1995, ele é nomeada ministra de Estado, das questões sociais, da saúde e da cidade, no governo de Edouard Balladur.

Em 2007 ela publica a sua biografia, na qual relata o horror dos campos de extermínio nazis e em 2008 será eleita à Academia Francesa. Em 2012 foi elevada à dignidade da grande cruz, maior distinção da Ordem da Legião de Honra.