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Morreu Simone Veil, grande figura da política francesa

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Simone Veil morreu esta sexta-feira. REUTERS/Susana Vera

Simone Veil foi a autora da lei de legalização da interrupção voluntária da gravidez em França, foi a primeira presidente do Parlamento Europeu e ministra da Saúde. Sobrevivente do holocausto, Simone Veil morreu esta sexta-feira, com 89 anos.


Simone Veil morreu hoje, com 89 anos, e já são muitas as reacções de políticos a nível internacional a louvar o seu destacado papel na vida política em França.

Sobrevivente dos campos da morte durante a II Guerra Mundial, para onde foi deportada com 16 anos, Simone Veil fez história, em 1974, ao ganhar o combate pela legalização da interrupção voluntária da gravidez em França. Era, na altura, ministra da Saúde sob a presidência de Valéry Giscard d'Estaing.

Europeísta convicta, foi a primeira mulher a presidir ao Parlamento Europeu e foi membro do Conselho constitucional francês de 1998 a 2007.

Após um início de carreira no ministério da Justiça, Simone Veil foi a primeira mulher eleita secretária-geral do Conselho Superior da Magistratura (1970-74).

Em 1974, foi nomeada ministra da Saúde, tendo tido como principal combate a legalização da interrupção voluntária da gravidez em França.

Em 1979, foi cabeça-de-lista do partido centrista francês UDF nas primeiras eleições para o Parlamento Europeu e deixou o cargo no governo para ser presidente do hemiciclo europeu, onde ficou até 1993.

Entre 1993 e 1995, Simone Veil foi ministra de Estado, dos Assuntos Sociais e da Saúde, sob a presidência de François Mitterrand.

Em 2005, foi defensora do “sim” no referendo sobre a Constituição Europeia.

Em 2007 escreveu a autobiografia “Une vie” (“Uma vida”) e, em 2008, entrou na Academia Francesa, tendo recebido, em 2012, a grande-cruz da Legião de Honra, a maior distinção honorífica francesa.

Confira aqui um extracto da sua intervenção em 1974, numa tradução de Liliana Henriques, no parlamento defendendo o direito ao aborto onde alegava que tal acto representava sempre um drama para as mulheres.

Simone Veil e a defesa em 1974 do direito ao aborto 30/06/2017 ouvir