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Esquerda descompassada às presidenciais francesas

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Da esquerda para a direita os candidatos de esquerda às presidenciais francesas, Mélenchon, Jadot e Hamon. JOEL SAGET / AFP

Não haverá uma união entre os candidatos, Benoît Hamon e Jean-Luc Mélenchon, antes da primeira volta das presidenciais em França, contrariamente ao que Hamon conseguiu com o candidato ecologista,Yannick Jadot.


"A esquerda deve unir-se em torno de Benoît Hamon, se nao quisermos ser eliminados logo na primeira volta das presidenciais", declarou esta segunda-feira, (20) o primeiro-secretário do Partido socialista, Cambadélis.

Mas a verdade é que é cada vez mais remota a perspectiva de uma aliança das esquerdas entre o candidato da "França insubmissa", Mélenchon, extrema esquerda e o candidato socialista da ala mais à esquerda do partido, Hamon, que não se pouparam críticas um ao outro este fim-de-semana.

Mélenchon, disse que nao tem intenções de ser rebocado por um carro da funerária, enquanto Hamon, respondeu que não pedia boleia e nem corria atrás do candidato da "França insubmissa", tendo em conta que está melhor posicionado para as presidenciais.

Clémentine Autain, apoiantes de Mélenchon, justificou as exigências do seu candidato para uma aproximação com os socialistas nível económico e ao nível político, afastando o ex-primeiro ministro, Manuel Valls e alguns dos seus antigos ministros das listas para as legislativas.

Mas, Mélenchon sabe que sozinho contra todos não vai muito longe, tanto mais que conhece o acordo do candidato socialista Hamon, com o candidato ecologista, Yannick Jadot, sem falar no candidato mais popular nas sondagens à esquerda, Emmanuel Mcron, ex-ministro socialista.

Há pois ainda quem acredite que possa haver uma união das esquerdas. A ver vamos!

João Matos sobre esquerdas em França 20/02/2017 ouvir