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Candidato da esquerda socialista às presidenciais em França

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela política francesa e as primárias para as presidenciais de abril e maio deste ano em França. 

Uma esquerda da esquerda é o título do LIBÉRATION, que exibe o rosto do candidato da esquerda às presidenciais, Benoît Hamon que ganhou largamente a primária do PS, frente ao antigo primeiro ministro Manuel valls.

Começa agora o mais difícil, pois Hamon terá de unir os socialistas, e não só, antes das presidenciais para fugir a uma derrota que seria o recomeço dos combates no seio da esquerda.

Valls, chumbado na primária por Hamon, tudo por fazer, é do L'HUMANITÉ, a sublinhar que Hamon faz bater o coração da França, porque conseguiu 58 por cento dos votos expressos e o número de votantes foi superior a aquele da primeira volta.

Por seu lado, LA CROIX, titula, para Benoit Hamon o mais duro é para depois; a sua vitória anuncia uma campanha socialista orientada à esquerda, mas já há nuances levantadas por defensores de Manuel valls.

Presidencial: o escrutínio onde tudo pode acontecer, é do jornal LE FIGARO. Vencedor da primária, Hamon conduz o PS a uma grande viragem à esquerda, enquanto numa sondagem Sofres/OnePoint, encomendada por FIGARO, o candidato da direita François Fillon, com 22 % e Emmanuel Macron, 21%, Hamon, 15 e Mélenchon, 10% à esquerda, perderiam numa primeira volta para Marine le Pen, extrema direita que vai à frente com 25 por cento dos votos.

LE MONDE, titula François Fillon na tormenta procura uma estratégia de relançamento da campnaha, após a abertura de um inquérito judicial sobre o emprego à esposa como sua assessora parlamentar.

No internacional, LE MONDE, destaca Donald Trump, o presidente que desafia o mundo, multiplicando medidas de rejeição e de isolacionismo. Ao receber a primeira ministra britânica a semana passada Trump disse-lhe que Brexit será um sucesso.

No seu sucesso editorial, LE MONDE escreve, Theresa May, uma europeia em Washington, para sublinhar que Trump é demasiado imprevisível e o mundo em que ele e May evoluem demasiado incerto.

Em relação à África, ainda Trump e as guerras que herdou de Obama, LE FIGARO escreve que na Líbia, onde há petróleo, a importância estratégica obrigará o novo presidente a intervir contra os jiadistas, e na Somália , Washington pode dificilmente retirar-se e deixar que Al-Kaeda ocupe uma região vital para o comércio marítimo mundial.

Ainda sobre Geopolítica africana, LE MONDE destaca o Marrocos à procura de influência em África quer regressar, após 33 anos, à União africana que vai decidir a sua reintegração na cimeira que hoje começou em Addis Abeba, na Etiópia.