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Enfermeira francesa contaminada pelo Ebola deixa o hospital curada

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Fachada do hospital militar Bégin em Saint-Mandé, na região parisiense, onde esteve confinada a voluntária francesa do MSF contaminada pelo Ebola. REUTERS/Charles Platiau

A enfermeira francesa contaminada pelo Ebola na Libéria, e repatriada para tratamento em Paris, deixou o hospital Bégin neste sábado (4) curada, informou o Ministério da Saúde francês. Voluntária da ong Médicos Sem Fronteiras (MSF), a enfermeira recebeu remédios experimentais contra a febre hemorrágica.


A voluntária da MSF havia sido hospitalizada na madrugada do dia 19 de setembro, na região parisiense, e continua sendo a única francesa contaminada pelo Ebola até o momento. Ela não teve sua identidade revelada.

Stéphane Roques, diretor-geral da Médicos Sem Fronteiras, declarou estar profundamente aliviado com a cura da enfermeira. Mas ele advertiu que, devido à rápida propagação da doença na Libéria e Serra Leoa, outros franceses envolvidos no combate à epidemia provavelmente ficarão doentes. Desde março, 16 membros da MSF contraíram o vírus e nove morreram.

Um especialista senegalês que havia contraído o Ebola e recebia tratamento na Alemanha também teve alta, conforme anunciou hoje o Hospital Universitário de Hamburgo, onde ele foi atendido.

Nos Estados Unidos, das 50 pessoas que tiveram contato com o liberiano contaminado pelo Ebola, atualmente em quarentena em Dallas, pelo menos dez "têm alta probabilidade de desenvolver a doença", segundo as autoridades sanitárias do Texas. Thomas Eric Duncan continua hospitalizado em estado grave.

O último balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou mais de 3 mil mortes devido ao Ebola desde o início do ano e cerca de 7 mil casos diagnosticados.