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Primeira francesa contaminada pelo Ebola é repatriada da Libéria

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Uma trabalhadora voluntária da organização Médicos Sem Fronteiras contraiu o vírus Ebola na Libéria. facebook.com/medecins.sans.frontieres

A primeira francesa contaminada pelo vírus Ebola, uma voluntária da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) que atuava na Libéria, será repatriada à França nas próximas horas. A francesa participava de uma missão em Monróvia, capital da Libéria. A MSF informou que seu estado de saúde é "estável".


A identidade e a profissão da voluntária não foram reveladas, mas a imprensa acredita que ela seja médica. Ela será a primeira vítima do vírus da febre hemorrágica que será hospitalizada na França. O ministério francês da Saúde afirmou que a voluntária será transportada em um avião totalmente adaptado e com condições de segurança extremamente rigorosas, como preveem as recomendações internacionais.

Segundo a rádio RTL, a francesa contaminada pelo Ebola será internada no hospital militar Bégin, em Saint-Mandé, na periferia de Paris. Há várias semanas, as autoridades francesas preparam hospitais de Paris e do interior do país para receber pacientes com a doença.

Desde o início do ano, a epidemia do Ebola matou 2.461 pessoas, principalmente na Libéria, Guiné e Serra Leoa, segundo balanço da Organização Mundial da Saúde (OMS). De contágio fácil − o vírus é transmitido pelo sangue e fluidos corporais −,  o Ebola provoca febre alta, dores musculares, náuseas, vômitos e hemorragia. Ainda não existe vacina nem um remédio comprovadamente eficaz para tratar a doença.

Conselho de Segurança da ONU

O Conselho de Segurança da ONU está preocupado com a epidemia do Ebola e realiza hoje uma reunião de emergência para mobilizar a comunidade internacional contra a doença. O vírus é considerado uma ameaça para a segurança mundial.

O projeto de resolução que será discutido convida os países das Nações Unidas a fornecer ajuda de emergência aos países afetados. Além de material e equipes médicas, o texto também pede o fim do isolamento da Libéria, Guiné e Serra Leoa. Os três países africanos mais atingidos pela epidemia fecharam suas fronteiras, a fim de evitar uma propagação maior, mas esse isolamento prejudica as economias locais, que se encontram com menos recursos para combater a doença.