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Polícia de Paris investiga trote violento

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Université Paris-Dauphine Wikimedia Commons

A polícia judicial de Paris abriu um inquérito para investigar o violento trote contra um estudante da universidade Paris-Dauphine, que prestou queixa na delegacia de Asnières, na periferia de Paris, no dia 26 de outubro. A promotoria francesa iniciou a análise do caso no dia 7 de novembro.


O estudante, inscrito no primeiro ano de economia, foi agredido durante uma festa de boas vindas do centro acadêmico Japad. Segundo o reitor da univerdade, Laurent Batsch, durante a celebração, um dos membros do grupo, utilizando uma tampa de garrata, escreveu o nome do CA nas costas do aluno, com seu sangue. Segundo o reitor, ele continua em contato com a família do estudante, ressaltando a “coragem do estudante de prestar queixar.” Batsch disse que está determinado a “erradicar esse tipo de prática."

Depois de prestar queixa, o aluno continuou frequentando o curso. De acordo com a universidade, quatro pessoas serão ouvidas pelo Conselho de Medicina, que será convocado dentro de duas semanas. Entre elas, os responsáveis da Associação, os membros presentes e os acusados da agressão.

Um decreto publicado no dia 13 de julho de 1992 estipula sanções que incluem de um simples aviso à exclusão definitiva do estabelecimento em caso de trote violento. A Paris-Dauphine decidiu fechar o centro acadêmico depois do incidente, uma das associações mais antigas da Universidade, que organiza inclusive o baile de gala anual. O trote é punido por lei na França desde 1998, mas em algumas universidades e escolas a prática ainda é frequente. Segundo uma pesquisa publicada em setembro pelo Comitê Nacional contra o Trote, ele provoca traumatismos psicológicos graves, segundo 92% dos pais dos estudantes, e 78% consideram o trote "ato humilhante."