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Falência da companhia aérea Spanair afeta milhares de passageiros

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Aviões da Spanair estacionados no aeroporto de Barcelona após anúncio de falência. REUTERS/Albert Gea

Segundo a imprensa espanhola, pelo menos 22 mil pessoas foram afetadas neste fim de semana pelos cancelamentos de voos da empresa Spanair, que surpreendeu seus clientes ao anunciar nesta sexta-feira o fim das suas operações por problemas financeiros.


Com mais de 200 voos diários e quase 3 mil funcionários, a companhia aérea espanhola realizou a sua última aterrissagem às 22 horas de sexta-feira. A falta de informação sobre as consequências da falência da Spanair levou centenas de passageiros a ficarem bloqueados em aeroportos da Espanha aguardando uma solução. Muitos tiveram suas viagens transferidas para os voos das companhias concorrentes: Ibéria, Vueling e Easyjet.

Neste sábado, 55 voos da Spanair foram cancelados em Madri, 54 em Barcelona e dezenas nas ilhas de Maiorca e Gran Canária.

Em seu comunicado, a Spanair pede desculpas aos usuários prejudicados e justifica esta decisão "diante da falta de viabilidade financeira para os próximos meses".

O governo espanhol anunciou que vai tomar medidas disciplinares contra a companhia, que pode receber uma multa de até 9 milhões de euros, cerca de 20 milhões de reais.

Motivo da falência

Criada em 1986, a Spanair, antiga filial da escandinava SAS, tem como um dos seus acionistas o governo da Catalunha e estava negociando uma aliança financeira com a Qatar Airways, que não se concretizou.

"Quando ficamos sabendo que o acordo com a Qatar Airways não seria concluído e que o governo da Catalunha não poderia mais financiar a companhia, a melhor decisão era pôr um fim em nossas operações", disse o presidente da Spanair, Ferran Soriano, em entrevista ao canal de televisão TVE.

A empresa foi abalada em agosto de 2008 por um acidente com um dos seus aviões, que caiu durante a decolagem, matando 154 pessoas. Este ano, um plano de reestruturação demitiu 1.100 empregados de um total de 4 mil.