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Premiê chinês assina contratos de mais de 15 bilhões de euros na Alemanha

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O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e a chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim, nesta terça-feira (28). Reuters/Pawel Kopczynski

A Alemanha e a China assinaram, nesta terça-feira, contratos que somam mais de 15 bilhões de euros durante a visita do primeiro-ministro Wen Jiabao. O premiê chinês chegou na segunda-feira à noite à Berlim, depois de escalas em Budapeste e Londres.


Entre os contratos firmados, está uma mega encomenda de 88 aviões A320 da Airbus. As montadoras Volkswagen e Daimler se comprometeram a investir mais na China e a Siemens anunciou um acordo de cooperação com as autoridades chinesas.

Para prevenir críticas sobre direitos humanos, Wen Jiabao enviou um recado claro às autoridades alemãs. Disse, na abertura de um Fórum empresarial com participantes dos dois países, que Alemanha e China eram parceiros et que esperava o respeito de sua soberania, da integridade territorial de seu país e das "escolhas autônomas do povo chinês".

Na véspera, em Londres, o premiê chinês já havia enviado um recado aos países europeus de que não queria lições sobre direitos humanos.

Tanto a Alemanha quanto outros países europeus criticaram a prisão, em abril, do artista dissidente Ai Weiwei, que foi libertado pelas autoridades chinesas na semana passada.

Em coletiva à imprensa nesta terça-feira, a chanceler alemã, Angela Merkel, comemorou a libertação do artista, mas pediu transparência nos procedimentos judiciários que serão adotados tanto para Weiwei quanto para "outros dissidentes" na China.

A Europa é o primeiro parceiro comercial da China na Europa. O intercâmbio entre os dois países somou, no ano passado, 130 bilhões de euros.