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Macron, adia reformas sociais, a pensar na Copa

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por assuntos franceses que vão das reformas sociais, até à memória histórica e o teatro.

LE MONDE, titula, Macron, adia várias reformas sociais. O chefe de Estado decidiu adiar vários projectos e planos, principalmente, sobre assuntos sociais: pobreza, saúde e hospital, mobilidade e poluição do ar ou  renovação urbana. O governo afirma querer relançar estes temas depois das férias, quando forem mais audíveis pelos franceses.

Ele espera assim dar uma cor social  no regresso das férias. Eliseu deseja fazer obra de pedagogia sobre a sua política, numa altura em que está a perder pontos nas sondagens mesmo nas fileiras do partido no poder, LRM, acrescenta, LE MONDE.

Macron, deixa para mais tarde os assuntos que chateiam, relança, LE FIGARO. O adiamento do plano pobreza  para depois das férias acrescenta-se a outras questões às quais o presidente não quer decidir, correndo o risco de alimentar a incompreensão.

Pior ainda, classe política e associações fustigaram violentamente um adiamento que estaria ligado a uma eventual qualificação da equipa da França para as meias-finais da Copa do mundo de futebol, [o que, aliás, aconteceu: 2-0, frente ao Uruguai].   

A maioria recua sobre a Segurança social, titula, L’HUMANITÉ. A campanha deste jornal forçou o grupo do partido no poder a renunciar à emenda que substituia a palavra segurança por protecção social, sublinha L’HUMANITÉ.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, sobre Claude Lanzmann, memória de punho erguido. Resistente, Jornalista, Escritor, e cineasta, defensor intransigente de Israel, autor de Shoá, morreu ontem, com 92 anos.

Avignon,  do lado dos bastidores, titula, LA CROIX. O festival de artes vivas, que hoje começou apoia-se num rol de ofícios activo longe dos projectores. Sãs os técnicos,  que se ocupam dos efeitos e do som, electricidade e das luzes, carpinteiros, guardas, todo um exército, longe dos actores que sobem ao palco.  

Em relação a temas internacionais, face a Trump, a Alemanha, faz corrida à parte e semeia o caos, escreve LE MONDE. Para evitar que Washington aplique taxas sobre importações de automóveis europeus, Merkel está disposta a negociar.

A chanceler alemã surpreendeu ontem ao evocar a hipótese duma baixa generalizada das taxas sobre o automóvel. Paris é contra esta ideia, que daria a impressão de cedência a Trump e não é compatível com a OMC, nota, LE MONDE.

O mesmo vespertino, refere-se igualmente à guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, com a Pequim a retaliar em nome de legítima defesa.

A fim de defender os interesses fondamentais do nosso país e do nosso povo, somos forçados a tomar contra medidas necessárias à entrada em vigor das taxas impostos pelos Estados Unidos, sobre produtos chineses, afirma um comunicado do ministério chinês do comércio exterior, sublinha, LE MONDE.

Enfim, sobre o continente africano, LIBÉRATION, destaca, Macron, em África, primeiro na Mauritânia e depois na Nigéria. 16 anos depois, regressa a Abuja, capital administrativa da Nigéria, esta Brasília africana, onde fez o seu estágio de administração pública, em 2002, sublinha, LIBÉRATION.