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Conferência rejeita proposta de interdição do comércio do atum vermelho

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A proibição das exportações do atum vermelho não foi aprovada em Doha Reuters

A 15º Conferência das Partes da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens Ameaçadas de Extinção (Cites) rejeitou a proposta de proibir as exportações da espécie. O Japão, maior consumidor mundial,  comemorou a decisão.


 Europeus, norte-americanos e organizações ambientalistas defendiam a inscrição do atum vermelho no anexo I da Convenção, reservado às espécies que correm o risco iminente de extinção.

Segundo especialistas, somente no mar Mediterrâneo as reservas de atum vermelho caíram cerca de 80% nos últimos 40 anos. Organizações como o Greenpeace ou a WWF afirmam que, caso uma moratória internacional não seja decida rapidamente, o peixe pode desparecer do Mediterrâneo nos próximos 2 anos.

A moratória internacional ao comércio do atum era um dos pontos mais polêmicos de discussão nessa conferência da Cites. Mas tudo indica que o lobby do Japão foi mais forte que a pressão dos ambientalistas. O Japão consome cerca de 80% do atum pescado no mar Mediterrâneo e seria o principal afetado pela proibição da pesca.

A convenção que reúne cerca de 190 países e organizações não governamentais regula o comércio internacional de espécies ameaçadas. Atualmente, 34 mil espécies estão inscritas nos três anexos da Convenção, sendo 28 mil plantas e 5 mil animais.

As espécies que mais riscos têm de desaparecer fazem parte do anexo 1, e não podem ser comercializadas internacionalmente. No anexo 2, estão inscritas as espécies submetidas a algum tipo de restrição ou controle no comércio internacional e, finalmente, no anexo 3, estão somente inscritas as espécies com restrições nacionais.  A 15º Conferência das Partes da Cites será realizada até o próximo dia 25 de março, em Doha, no Catar.

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