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Pobreza continua a ser um flagelo em Cabo Verde

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Cidade da Praia, Cabo Verde, que continua a viver com problemas sociais como habitação e pobreza extrema RFI/NeidyRibeiro

Cabo Verde é sempre apresentado como país modelo em África, com bons indicadores, nomeadamente, no combate à pobreza, mas a realidade é que continua a ter mais de 100 mil pessoas vivendo na  pobreza. O país sofre com a vulnerabilidade socio-económica e a falta de recursos naturais para poder resolver o problema da pobreza.


O problema da pobreza em Cabo Verde, vem de longe, desde o colonialismo português, passando pelo regime de partido único e a abertura política nos anos 90, com os sucessivos governos acalentando esperanças duma solução.

Mas, passam os governos, quer do PAIGC, repatizado PAICV, durante 15 anos de regime de partido único, quer do MpD, com a transição democrática, nos anos 90, fica o flagelo da pobreza e da miséria.

Todos os governos, têm feito promessas de solução, mas segundo o INE, Instituto Nacional de Estatística, no último relatório, Cabo Verde, continua a ter 100 mil pessoas a viver na pobreza, e deste número, 50 mil, vivem na pobreza extrema. 

Ainda esta semana, o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, prometeu dar combate à pobreza e criar programas de inclusão social dirigidos às camadas mais pobres e aos jovens penalizados pelo desemprego.

Esta persistente pobreza é devido a vulnerabilidades socio-económicas e políticas públicas, mal arquitectadas, segundo o sociólogo, Ulisses Veiga, professor na Universidade Intercontinental, na Praia

Ulisses Veiga, sociólogo e professor na Universidade Intercontinental na Praia, Cabo Verde 24/05/2019 ouvir