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Lucibela em Paris “para o mundo fora”

Por Carina Branco

A cantora cabo-verdiana Lucibela actua, esta noite, na sala New Morning, em Paris. Em palco, vão estar os temas do primeiro disco, ‘Laço Umbilical’. Em entrevista à RFI, Lucibela fala da importância de Paris, do seu álbum, da descoberta dos seus músicos nas ruas de Lisboa e do peso da morna e da coladeira na sua vida.

Lucibela vai cantar, esta noite, em Paris, “praticamente todas as músicas” do seu primeiro disco, ‘Laço Umbilical’, e outras que fazem parte do seu repertório “há muitos anos".

A cantora explicou à RFI que uma das principais é “Mi E Dode Na Bô Cabo Verde”: “ É uma coladeira que fala do amor que temos por Cabo Verde, do que temos de bom. Temos a nossa rocha nua, temos o nosso sol, o nosso mar. Não temos riquezas. Temos as nossas cabo-verdianas que são lindas. Somos loucos por Cabo Verde mesmo não tendo nada.”

Em palco, ao seu lado, vão estar os músicos cabo-verdianos que conheceu na rua, em Lisboa, e com quem cantou “durante cerca de um ano e tal” perto do Terreiro do Paço.

Desde que lançou o disco em Paris, em Fevereiro, o público francês tem acolhido “muito bem” o álbum, com “boas críticas” e vários concertos. Lucibela considera que Paris lhe “abriu portas”.

Eu acho que o povo daqui gosta muito da música tradicional. Isso ajuda muito porque através deles a gente consegue chegar a outros países, a outras pessoas. A minha produtora, a Lusafrica, tem sede aqui. Estou sempre cá e daqui para o mundo fora”, afirmou.

A intérprete de "Sodadi di Casa", que vive em Lisboa há três anos, tem saudades de Cabo Verde, mas já se sente “em casa” em Lisboa, onde há “barzinhos típicos de Cabo Verde, cachupa” e muitos cabo-verdianos que aí vivem, nomeadamente músicos.

O disco ‘Laço Umbilical' “tem músicas tradicionais, duas músicas populares, músicas de grandes compositores conhecidos e de compositores mais recentes”, sendo Toy Vieira o produtor musical.

A maioria das músicas fala da vivência dos cabo-verdianos, conta uma história. Histórias tristes, histórias alegres. É mesmo tradicional puro. Sempre defendi esse lado, sempre cantei, foi o que fiz nos meus 10,11 anos a cantar em bares, restaurantes e foi o que eu quis para o meu primeiro álbum”, continuou.

Este ano, Cabo Verde entregou em Paris a candidatura da morna a Património Imaterial da Humanidade, algo visto como “uma boa notícia” para o país e para os seus músicos. Na opinião de Lucibela, para além da “diva dos pés descalços”, Cesária Évora, “há muitos outros artistas que são bons”, mas os incontornáveis são mesmo “Cesária, Ildo Lobo e Bana”, mesmo que também tenha ouvido muito Tito Paris e Lura.

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