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Justiça caboverdiana quer julgar líder de Confederação sindical

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Palácio do Supremo Tribunal de Justiça em Cabo Verde, onde dirigente sindical é levado a Tribunal DR/Justiça CV

O presidente da Confederação caboverdiana de Sindicatos livres, José Manuel Vaz, suspendeu hoje uma greve de fome, iniciada, ontem, para denunciar a maneira abusiva como foi convocado pelo Tribunal da Praia para ser julgado num processo de queixa-crime que lhe foi intentado, enquanto sindicalista, por um ex-ministro da justiça do governo do PAICV. 


José Manuel Vaz, Presidente da Confederação caboverdiana de Sindicatos livres, CCSL, acabou por pôr fim à greve de fome que tinha iniciado ontem para contestar uma convocação abusiva da justiça para ser julgado com base num processo que lhe foi intentado pelo ex-ministro da Justiça, do PAICV, José Carlos Correia.

Por ter tomado posição a favor de agentes da Polícia Judiciária, em greve, em 2015, o dirigente da Confederação sindical, foi processado pelo ex-ministro da Justiça do governo de José Maria Neves, que contra o estipulado na Constituição, defendia que esse colectivo policial não tinha direito de fazer greve. 

O Presidente da CCSL, afirma que recebeu no dia 16 de junho "um despacho" para comparecer no Tribunal, no dia 26 de junho, "para discussão e julgamento do arguído José Manuel Vaz". 

"Eu não sabia quem se tinha queixado contra mim; foi ontem que eu tive conhecimento, por volta das 11 horas, e, portanto, eu não podia comparecer no Tribunal", acrescenta José Manuel Vaz.

Mesmo assim, o dirigente sindical, em entrevista à RFI, declarou, que acabou por ir "à frente do Palácio da Justiça, dizer que estava em greve de fome, e a partir daí, surgiu uma senhora dizendo que o Juiz, já tinha cancelado o julgamento e que ia marcar uma nova data, e, eu, também, decidi suspender a greve de fome".

José Manuel Vaz, Presidente da Confederaçao caboverdiana de Sindicatos livres 27/06/2018 ouvir