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Cabo Verde Ulisses Correia e Silva Polícia Greve Atentado

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PM de Cabo Verde: greve da polícia foi "quase um atentado ao Estado de direito"

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Ulisses Correia e Silva, primeiro-ministro de Cabo Verde

 

O PM de Cabo Verde Ulisses Correia e Silva considera que a greve da polícia (entre 27 e 29/12) foi "quase um atentado ao Estado de direito democrático" e vai responsabilizar os agentes que não respeitaram a requisição civil.


A greve de três dias da polícia em Cabo Verde, a primeira em 147 anos de existência da corporação, que terminou às 00:00 horas deste sábabo (30/12), segundo o Sindicato Nacional da Polícia - SINAPOL - foi seguida por mais de 90% dos agentes, enquanto a direcção da Polícia estima que os grevistas rondaram os 40%.

A classe reclama o cumprimento do acordo concluído em Março passado com o Ministério da Administração Interna - o que levou então à suspensão da ordem de greve - e pede a demissão do respectivo ministro Paulo Rocha, por não ter cumprido o mesmo, no que diz respeito entre outros à actualização salarial, atribuição de subsídios e redução da carga horária de trabalho.

Ulisses Correia e Silva, PM de Cabo Verde 01/01/2018 ouvir

O primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva reiterou este sábado (30/12) em São Vicente a sua confiança no comando da Polícia Nacional e no ministro Paulo Rocha, considerando que "houve actos de extrema gravidade, não só pela greve em si, mas pelo facto de ter havido quase um verdadeiro atentado ao Estado de direito democrático, desrespeito pela requisição civil, realização de manifestações ilegais e uma série de confrontações, que não podem continuar a existir em Cabo Verde".

..."evidentemente que aqueles que violaram, aqueles que confrontaram o Estado de direito, aqueles que tentaram colocar o país numa situação de dificuldade vão ter que responder".

..."um governo não dialoga nem sob pressão, nem sob chantagem e muito menos sob violação das regras que devem conformar as formas policiais num Estado de direito democrático, portanto nós vamos ter que tomar as medidas que têm que ser tomadas".