rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Angola UNITA Isaías Samakuva Jonas Savimbi Congresso Eleição

Publicado a • Modificado a

Angola: que futuro político para Isaías Samakuva ?

media
Isaías Samakuva, presidente da UNITA eleito em 2003 não é candidato à sua própria sucessão em Novembro de 2019 AMPE ROGERIO / AFP

Em Angola a UNITA, maior força da oposição, vai eleger em Novembro no seu XIII congresso o sucessor de Isaías Samakuva na liderança do movimento entre cinco candidatos, mas Samakuva não vai deixar a vida política activa.


Isaías Samakuva com 73 anos foi eleito em 2003 o segundo presidente da UNITA, na sequência da morte em combate a 22 de Fevereiro de 2002 do seu líder e fundador Jonas Malheiro Savimbi.

Apesar de os estatutos da UNITA não o impedirem de se recandidatar a um quinto mandato, o congresso que vai decorrer entre 13 e 15 de Novembro vai eleger o sucessor de Samakuva.

Há cinco candidatos em liça para o terceiro presidente da UNITA : o vice-presidente do partido Raúl Danda, o seu porta voz Alcides Sakala, o líder da bancada parlamento Adalberto da Costa Júnior, o general e antigo secretário-geral do partido Abílio Kamalata Numa, derrotado em 2015 no último congresso por Samakuva e José Pedro Kachiungo 1° vice presidente do grupo parlamentar da UNITA, também derrotado em 2011 por Isaías Samakuva.

Isaías Samakuva 09/10/2019 ouvir

Estes tiveram que recolher 50 assinaturas de militantes em cada uma das 18 provícias de Angola, acrescidas de 1.500 em Luanda e até ao próximo dia 11 de Outubro a comissão eleitoral da UNITA deve pronunciar-se sobre a sua validade ou não.

Quanto ao seu sucessor o líder cessante alega que "aquele que os números de eleitores vierem a mostrar que tem mais simpatia do eleitorado do que hoje, este é que vai ser mesmo melhor".

Isaías Samakuva promete continuar na vida política activa, no parlamento, e alegou esta quarta-feira (9/10) em conferência de imprensa, que o partido do Galo Negro se vai implicar nas eleições autárquicas agendadas para 2020, admitindo mesmo candidatar-se a uma autarquia.

"Uma das coisas que aprendemos é que nunca diga desta água nunca beberei, na UNITA não é tanto a pessoa sózinha [que conta] é a máquina partidária bem afinada. O nosso maior foco são as eleições autárquicas e eu estou convencido que temos condições de fazer um bom resultado, desde que não haja as fraudes de sempre".

Samakuva também não descarta ser cabeça de lista da UNITA às presidenciais de 2022, caso o partido altere as regras actuais e afirma "há uma tese que está a sugerir outra vez, que a partir deste congresso a questão do cabeça de lista seja mudada, significa que em vez de ser sempre o presidente cabeça de lista, haja a possibilidade de o cabeça de lista não ser necessariamente o presidente".

Registo sonoro disponibilizado pela agência portuguesa de notícias Lusa.