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Seca e fome em Angola, multiplicam-se apelos de ajuda

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A fome e a seca que estão a assolar o sul de Angola. REUTERS

Em Angola, a seca e a fome no centro e sul afecta cerca de dois milhões de pessoas e matam, pelo menos, cinco crianças por dia. Organizações não-governamentais pedem ao Governo que declare estado de emergência para evitar uma catástrofe humanitária.


A fome e a seca que estão a assolar o sul de Angola estão a tomar dimensões assustadoras. Há o registo de, pelo menos, a morte de cinco crianças por dia e milhares de pessoas sobrevivem alimentando-se de ervas e frutos silvestres.

A ong Friends of Angola e a Associação Construindo Comunidades instam Luanda a declarar estado de emergência para permitir a canalização de ajuda internacional. O apelo é reiterado pela UNITA, maior partido da oposição.

As províncias mais afectadas são o Cunene, Namibe, Kuando Kubango, Huila e Benguela. Milhares de pessoas estão a abandonar as suas aldeias para procurar água e alimentos. Acresce-se o registo da morte de animais por falta de pastagens.

Os 200 milhões de dólares disponibilizados pelo Governo angolano para minimizar os efeitos da seca, não são suficientes para as necessidades destas populações que sempre viveram da agricultura e criação de gado.

Cerca de dois milhões de pessoas são afectados pela seca no centro e sul de Angola.

Com a colaboração de Avelino Miguel, correspondente em Luanda.