rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

ONU Angola Províncias Cunene Namibe Morte Criança Seca África Lusófona

Publicado a • Modificado a

Seca no sul de Angola provoca morte de criança e cabeças de gado

media
Seca no sul de Angola provoca primeira criança morta em Kuando Kunbango REUTERS

Em Angola, a seca severa que há mais de 8 meses assola o sul do país, designadamente as províncias do Cunene, Benguela, Namibe e Kuando Kubango, que jà causou a morte de mais de 26 mil cabeças de gado, provocou igualmente a primeira vítima mortal directa nesta últimas província na comuna de Lícua.


A seca severa no sul de Angola já abrange 6 das 18 províncias angolanas, com mais de 2,3 milhões afectadas segundo dados das Nações Unidas de maio último, neste momento já faz ecos de mortes no Cuando Cubango, com a morte duma criança de 3 anos, na comuna de Lícua, municipio de Mavinga e 600 mil outras outras pessoas correm o risco de perder a vida devido à penúria alimentar. 

Segundo a vice governadora, a vice-governadora para a Área social, devido à falta de alimentos, mais de 20 pessoas contraíram anemia grave no bairro Samayovo, "e se não receberem assistência médica urgente podem morrer." 

"Por este facto, estamos a pedir o apoio urgente do executivo, empresários, organizações não-governamentais e pessoas singulares, para ajudarem com mantimentos os assolados pela estiagem", declarou ainda à imprensa a vice-governadora, como constata este registo magnético recolhido pelo nosso correspondente, em Luanda, Daniel Frederico. 

Sara Mateus, vice-governadora angolana de Cuando Cubango 30/07/2019 ouvir

O governo do Presidente angolano, João Lourenço, disponibilizou recentemente 200 milhões de dólares o equivalente a 174 milhões de euros, para a construção de três barragens no rio Cunene, na região do Cafu, município de Ombadja, e outras duas no rio Cuvelai, nas zonas do Caluncuve e do Ndue.

As Nações Unidas disponibilizaram 6,4 milhões de dólares ao governo angolano para auxiliar nos esforços para enfrentar a crise da seca no sul do país durante os próximos seis meses. A ONU alerta que o impacto severo do fenômeno tem levado à rápida deterioração dos meios de subsistência da população.