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Angola: Lubango inaugurou centro de hemodiálise

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Imagem de arquivo. AMPE ROGERIO / AFP

O Presidente angolano, João Lourenço, e a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, inauguraram, esta segunda-feira, no Lubango, na província da Huíla, o maior centro de hemodiálise do país. O governo quer criar mais quatro centros no resto do país a curto e médio prazo.


O centro de hemodiálise do Lubango, na província da Huíla, é um dos cinco que o Governo pretende criar a curto e médio prazo em outras regiões do país.

Na inauguração estiveram presentes o Presidente angolano, João Lourenço, e a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta. A ministra disse que o centro vai ressarcir as necessidades de mais de 120 pacientes que estavam a ser acompanhados na província vizinha de Benguela e anunciou a criação de mais quatro centros no país.

Vamos colocar mais quatro centros públicos de hemodiálise, vamos reforçar a hemodiálise em Luanda, vamos também abrir um centro de hemodiálise no Moxico, em Cabinda, um outro centro de hemodiálise ou no Cuando-Cubango ou então na província da Lunda Norte”, afirmou Sílvia Lutucuta.

Relativamente ao centro inaugurado hoje, a ministra disse que “o maior ganho é por ser um centro de hemodiálise público que pertence ao sector da saúde”.

Portanto, os pacientes vão ser tratados aqui, com melhor tecnologia disponível. Temos todas as condições para fazer os vários tratamentos que existem, em termos de hemodiálise, em adultos, em crianças. Vamos, de facto, melhorar a qualidade de vida dos cerca dos 120 pacientes que estão a fazer hemodiálise na província de Benguela”, explicou.

Oiça aqui as declarações da governante, registadas por Daniel Frederico.

Sílvia Lutucuta, ministra da Saúde 25/06/2019 ouvir

A 21 de Junho, a ministra da Saúde revelou que o governo gasta por ano 15 biliões de kwanzas (38,8 mil milhões de euros) no tratamento de 1.621 doentes que fazem hemodiálise. A governante disse que anualmente são alocados cerca de 12% do orçamento destinado à Saúde para o tratamento de doentes com hemodiálise, salientando que um transplante, dependendo do tipo de necessidade e as condições, pode custar entre 50.000 a 200.000 dólares (44 mil a 176 mil euros).

Actualmente a mortalidade causada por estas doenças em Angola é preocupante e os custos relacionados com a evacuação e tratamento no exterior são elevados, impossibilitando, na maioria dos casos, o seu tratamento”, realçou a ministra, em declarações transcritas pela agência Lusa.

Sílvia Lutucuta referiu que existem em Angola médicos nacionais treinados para fazer transplante, não apenas o renal, mas de outros tipos como da medula óssea, do fígado, entre outros.

Em Angola, do universo de cerca de 30.000 pacientes, apenas 1.621 fazem hemodiálise.