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Demissão Angola Luanda Água exoneração Presidente João Lourenço Greve Consumidor

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Angola: Presidente exonera direcção da EPAL

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EPAL - Empresa Pública de Águas de Luanda EPAL

Presidente João Lourenço demitiu esta segunda-feira grande parte da direcção da Empresa Pública de Águas, com em pano de fundo a greve dos trabalhadores da EPAL que dura desde 28 de Março e a água imprópria consumida em Luanda.


O Presidente João Lourenço exonerou por decreto esta segunda-feira (20/05) Diógenes Orsini Flores Diogo, até então PCA da EPAL - Empresa Pública de Águas, substituído por Pedro Manuel Sebastião, bem como quatro dos seus administradores, tendo mantido apenas dois, mas o decreto não evoca as razões destes despedimentos.

Na semana passada o Presidente demitiu o secretàrio de Estado das Águas, José Filipe da Silva, devido à crescente contestação sobre a má qualidade da água consumida pela população da província de Luanda.

Em pano de fundo a greve dos trabalhadores da EPAL iniciada a 28 de Março, com uma adesão de 94% e ameaças do sindicato de pôr termo aos serviços mínimos de abastecimento de água.

Diógenes de Oliveira, presidente da Associação Angolana de Defesa dos Direitos do Consumidor - AADIC - tinha já exigido a exoneração da direcção da EPAL acusando-a de crime de envenamento da população, devido à distribuição de água imprópria para consumo humanoe denuncia a existência de infecções e outras patologias relacionadas como seu consumo.

As reivindicações salariais dos trabalhadores eram inicialmente de aumentos de 200% que entretanto baixaram para 50%, bem como a exigência de subsídios de alimentação e transporte e seguros de saúde para os trabalhadores e seus familiares.

Os trabalhadores denunciaram ainda o envolvimento do ministro da Energia e Água João Baptista Jorge em negócios ilícitos de venda de água engarrafada e em cisternas.

O director dos Recursos Humanos da EPAL, Domingos Januário admitiu que a empresa poderia fazer um reajustamento salarial na ordem dos 36%, enquanto o caderno reivindicativo apresentado pelos trabalhadores a 29 de Janeiro de 2019 contempla 36 pontos.