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Angola Água Greve

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Luanda sem comboios e com escassez de água

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Caminhos de Ferro de Luanda - CFL em nova greve por tempo indeterminado Daniel Frederico

Mais de 320 trabalhadores da Empresa Provincial de Água de Luanda (EPAL) estão em greve há um mês. Os trabalhadores do Caminho-de-Ferro de Luanda estão em greve há uma semana. A circulação de comboios na cem Luanda está suspensa.


Os trabalhadores exigem o incremento salarial na ordem dos 80%. Secretário-geral da CGSILA, Francisco Jacinto, denuncia que "os angolanos têm os salários mais baixos do continente".

"Os direitos que hoje existem põem em causa a situação socio-económica dos trabalhadores que se degradam dia após dia. Ficámos no silêncio durante muito tempo, mas está na altura de se ouvir a nossa voz", defende o Secretário-geral da CGSILA.

Mais de 320 trabalhadores da Empresa Provincial de Água de Luanda (EPAL), afectos à Confederação Geral de Sindicatos Livres de Angola (CGDILA), estão em greve há um mês.

No passado 8 de Abril, os trabalhadores retiraram os serviços mínimos que prestaram durante duas semanas, para que a greve fosse de 100%, face ao braço de ferro entre a entidade empregadora e os trabalhadores.

Os grevistas pedem um aumento salarial de 150 mil kwanzas, contra os actuais menos de 60 mil que recebem.

Também os trabalhadores do Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL) estão em greve há uma semana. A circulação de comboios está suspensa em Luanda e nos arredores da capital. A direcção do CFL alega que os serviços mínimos assegurados pelos trabalhadores põem em causa a segurança dos passageiros e dos comboios nas passagens de nível.

Francisco Jacinto, Secretário-geral da Central Geral dos Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA) 26/04/2019 ouvir