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Moçambique/Dívidas: Manobras mostram "medo na elites"

Por Cristiana Soares

Moçambique desdobra-se para conseguir a extradição de Manuel Chang. A Comissão permanente da Assembleia da Republica de Moçambique aprovou a prisão preventiva de Manuel Chang a pedido do Tribunal Supremo. O documento foi aprovado com os votos da Frelimo, partido no poder. Renamo abandonou o local e MDM nem sequer compareceu.

Tribunal Supremo acusa Chang de abuso de cargo ou funções; violação da legalidade orçamental; burla por defraudação; peculato; corrupção passiva para acto ilícito e branqueamento de capitais. Justifica este pedido de prisão preventiva com “receio de fuga e o arguido encontra-se fora do país, correndo-se o risco de não atingir os fins do processo, além do perigo de perturbação da instrução preparatória estando o arguido em liberdade”.

O caso das dívidas ocultas de Moçambique começa a ganhar maior amplitude, a consultora EXX Africa veio denunciar uma possível ligação de João Lourenço, presidente angolano, ao caso. Através da Simportex, Luanda teria feito "um contrato de 495 milhões de euros para comprar barcos e capacidade de construção marítima à Privinvest”. Um contrato que em termos de formulação e conteúdo apresenta notáveis semelhanças com a ProIndicus e MAM.

Sobre estes últimos desenvolvimentos do caso das dívidas ocultas e Manuel Chang, a RFI ouviu Michel Chaen, investigador no Centre les Afrique pour le Monde, em Bordéus.

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