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Reacções diversas às declarações de João Lourenço

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João Lourenço, Presidente de Angola Lusa

A classe política e a sociedade civil angolanas reagiram de formas diversas à segunda entrevista colectiva que o Presidente angolano concedeu ontem a cerca de 20 jornalistas nacionais e estrangeiros sobre o estado da Nação. A luta contra a corrupção, a economia ou ainda as questões sociais, foram alguns dos temas abordados durante essa conferência de imprensa.


Questionado sobre a luta contra a corrupção, João Lourenço reiterou que a fase coerciva do repatriamento de capitais angolanos no estrangeiro começa já a partir de quarta-feira sem prazo para terminar. O Presidente abordou igualmente com a comunicação social as opções orçamentais do seu executivo para o ano que vem, a promessa da criação de 500.000 empregos até 2022, assim como o empréstimo obtido nestes dias junto do FMI de um pouco mais de 3 mil milhões de Euros com condições "bastante boas", segundo frisou ontem João Lourenço.

Face a estas declarações, a classe política fez globalmente um balanço positivo ao considerar que o exercício rompeu com a postura anteriormente assumida pelo poder, na época em que José Eduardo dos Santos era Presidente. Todavia, os partidos da oposição não deixam de considerar que o Chefe de Estado "foi muito subjectivo" nas respostas aos jornalistas. Segundo os líderes da oposição, João Lourenço poderia ter sido mais esclarecedor designadamente em relação à política económica e social do seu executivo, sobre a reforma do Estado e as eleições autárquicas, que são considerados os grandes desafios que se colocam actualmente ao país. Mais pormenores com Avelino Miguel.

Avelino Miguel, correspondente da RFI em Angola 22/12/2018 ouvir