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COP24 União Africana Angola Alterações Climáticas Aquecimento global

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COP24: Falta "vontade política"

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A cimeira do clima decorre até 14 de Dezembro, em Katowice. COP24

O continente africano quer que a COP24 adopte um roteiro “claro” para a implementação dos compromissos financeiros prometidos para a luta contra as alterações climáticas.


Três anos após o Acordo de Paris, o continente africano continua a consolidar os seus esforços num caminho de desenvolvimento de baixo carbono e resiliente às alterações climáticas através da implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC’s -Nationally Determined Contributions).

África quer que a COP24 adopte um roteiro “claro” para a implementação do compromisso dos 100 mil milhões de dólares por ano até 2020 para o financiamento da luta contra as alterações climáticas.

Em 2018, as emissões globais de dióxido de carbono registaram um aumento de 3%. Dados que pressionam as partes presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas a encontrar uma solução para travar o aquecimento global do planeta. 2018 foi um ano de recordes de temperaturas.

Em declarações à RFI, em Katowice, Polónia, Josefa Sacko, Comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana, alertou para a necessidade de implementação do Acordo de Paris, “o meu continente tem cerca de 47 ratificações e os relatórios que estamos a receber indicam que se nada for feito vamos ter situações caóticas a nível global”. “Todos dependemos da sustentabilidade do planeta”, acrescentou a angolana.

No continente africano a nossa responsabilidade em termos de poluição é pouca, mas somos muito vulneráveis aos impactos climáticos. De dois em dois dias há calamidades a acontecer no continente”, ressalvou Josefa Sacko.

Questionada sobre o que falta fazer para a implementação efectiva do Acordo de Paris, a Comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana foi peremptória: falta vontade política”, sublinhando que os relatórios existem e têm por base dados científicos, por isso, “temos de agir hoje se queremos um futuro sustentável”. Josefa Sacko concluiu dizendo que a prioridade de África é a “implementação dos NDC’s e a adaptação”.