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João Lourenço diz a activistas que “está atento”

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O Presidente da República de Angola, João Lourenço, recebeu hoje as organizações da sociedade civil. LUSA/AMPE ROGÉRIO

O chefe de Estado angolano, João Lourenço, recebeu esta terça-feira várias organizações da sociedade civil. No final da reunião os representantes das organizações reconheceram a importância do encontro para a construção de um diálogo nacional, porém admitiram que ainda há temas "tabus" que não são discutidos.


Vários líderes de organizações da sociedade civil encontraram-se hoje com o chefe de Estado para lhe dar conta das preocupações dos angolanos, como disse à imprensa Salvador Freire, presidente da associação Mãos Livres.

“Nós apresentamos várias questões que têm a ver com a vida dos cidadãos. Problemas relacionados com os direitos e liberdade dos cidadãos. Apresentamos também o estatuto de utilidade pública que as organizações, muitas delas, não têm”.

“A situação dos trinta e cinco homens acusados de tentativa golpe de Estado e uma lista de outros casos, que até agora não encontraram solução, também foram apresentados a João Lourenço”, referiu Salvador Freire.

O chefe de Estado respondeu que “está atento” e pediu às organizações da sociedade civil para continuarem o trabalho.

Entre os presentes esteve também o representante da Open Society, Sérgio Calundungo, que reconheceu que este encontro representa um marco simbólico para a construção de um diálogo nacional.

“É a aproximação da instituição Presidente da República às vozes da sociedade civil que durante muito tempo debateram de forma muito crítica o que foi sendo a governação”, afirmou.

Mais expectante mostrou-se o líder da associação religiosa Omunga, José Patrocínio, que lembrou que ainda há temas “tabus” como é o caso dos resultados eleitorais.

“A dúvida que ficou sobre os resultados eleitorais ainda não é assunto para discutir. Então talvez seja importante pensar-se também nisto”, reiterou.

A reunião convocada pelo chefe de Estado angolano acabou por não contar com a participação de Rafael Marques. No site que dirige, Maka Angola, a activista afirma que não lhe foi permitida a entrada por "não constar da lista de convidados".