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Angola: Primeiro de Agosto recorre para a CAF

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Confrontos entre adeptos e a polícia em Tunes a 23 de Outubro de 2018 à margem do jogo opondo o Espérance aos angolanos do Primeiro de Agosto. AFP

O Presidente do Primeiro de Agosto confirmou hoje que o clube angolano já recorreu às instâncias máximas da CAF e da FIFA visando anular o jogo desta terça com o Espérance de Tunis, acusando, nomeadamente, o árbritro de ser tendencioso.


Em causa a derrota do clube angolano em Tunes, capital da Tunísia, nesta terça-feira, 23 de Outubro, por quatro bolas a duas, desfecho favorável para os tunisinos.

Um resultado que elimina a equipa de Luanda da final da Liga dos Clubes Campões Africanos.

Carlos Hendrick, presidente do Primeiro de Agosto,  denunciou a actuação "tendenciosa" do árbitro zambiano Janny Sikazwe.

Carlos Hendrick, presidente do Primeiro de Agosto, clube angolano 24/10/2018 ouvir

Segundo adeptos do clube angolano o árbitro em causa, ele que representara o continente africano no último mundial da Rússia, coadjuvado pelos seus compatriotas Romeo Kasengele e Kawe Chansa, neste desafio de Radés teria tido "um comportamento reprovável, demonstrando ignorar por completo as leis e regras do futebol, levando ao “colo” a formação tunisina.”

Depois do triunfo da primeira mão (1-0), a turma do Rio Seco entrou determinada e chegou a marcar primeiro por Geraldo, aos nove minutos, mas os caseiros fizeram a reviravolta ainda na primeira parte com golos de Beelaili (penalti) e Yaakoubi.

Apesar de estar a perder ao intervalo (2-1), o resultado dava vantagem aos pupilos de Zoran Maki.

Na segunda parte, os militares ainda empataram por Mongo, aos 65, mas de novo os tunisinos voltaram a marcar mais dois golos por Jouini e Badri.

Antes do último tento do Espérance, o 1º de Agosto chegou marcar, mas o árbitro anulou o golo, por suposto empurrão ao guarda-redes.

Os militares, que falham assim a final inédita, reclamaram da arbitragem, chefiada pelo zambiano Janny Sikazwe, por má actuação.

Carlos Hendrick disse que “o Primeiro de Agosto já dirigiu um protesto à CAF e com conhecimento da FIFA pelas irregularidades pelo ambiente criado pelo árbitro e houve mesmo influencia no resultado, quer pela arbitragem e pela direcção tunisina. Nós pedimos de facto a anulação do jogo”, afirmou Hendrick.

Assim, o “homem do apito", afirmam muitos angolanos inconformados, talvez temendo pela eliminação da turma local, teria entrado em acção, cortando quase todas as jogadas limpas dos agostinos, que ainda se viam admoestados severamente com uma “chuva” de cartões amarelos.

Estes alegam ter havido favoritismo claro do árbitro em prol da equipa de Tunes.

Com a colaboração de Daniel Frederico em Luanda.