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Luanda abre inquérito sobre 18 mortes na colisão de 2 comboios

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Imagem de caminhos-de-ferro de Benguela, numa altura em que no troço de Namibe colisão entre 2 comboio fazem 18 mortos e 13 feridos AFP PHOTO / ALEXANDER JOE

O governo angolano abriu inquérito sobre a morte de 18 pessoas na colisão de 2 comboios que ocorreu na linha férrea entre Namibe e Bibala. Durante o acidente ficaram feridos 13 outras pessoas, 3 delas ainda a receber cuidados intensivos, no hospital central do Lubango.


O acidente entre 2 comboios provocou a morte  de 18 pessoas e 13 feridos entre o troço da linha férrea entre o Namibe e Bibala, estando aberto um inquérito para apuramento de responsabilidades criminais contra o autor, funcionário dos caminhos-de-ferros de Moçâmedes.

Dos 13 feridos, três vítimas continuam nos cuidados intensivos
internados no hospital central do Lubango "António Agostinho Neto".

Por outro lado 13 dos mortos, até ao momento têm os corpos em conservação nas suas duas morgues e aguardam que as respectivas famílias possam identificá-los.

O acidente resultou de uma colisão entre uma composição de carga afecta ao Caminho-de-Ferro-de-Moçâmedes (CFM) e outra de serviço de manutenção sob responsabilidade de uma empresa chinesa, na localidade do Munhino, município da Bibala Na Provincia do Namibe.

Entre os mortos, estãpo quatro maquinistas, 2 de nacionalidade chinesa e dois angolana.

Segundo o diretor da empresa CFM, Daniel Quipaxe, o acidente ocorreu às 06:30 desta terça feira e terá tido origem num erro humano.

“A colisão deu-se entre o comboio que seguia no sentido Lubango/Namibe, que transportava granito, e o que fazia a manutenção da via, sob responsabilidade chinesa, que circulava no sentido contrário [Namibe/Bibala].

"Infelizmente aconteceu o acidente, que resultou em danos materiais e humanos", disse o responsável em declarações à imprensa .

Daniel Quipaxe avançou que já está uma comissão a trabalhar para apurar as responsabilidades disciplinar e civil do acidente, ao autor que se poderá ter tratado de um “erro humano” por parte de quem devia ter feito a comunicação antecipada da circulação dos dois comboios, “que não o fez no momento oportuno”.

Daniel Quipaxe, director dos caminhos-de-ferros de Moçâmedes 05/09/2018 ouvir

O troço entre Lubango e Moçâmedes é de 260 quilómetros. Nos últimos dois anos este é o segundo acidente.

Em fevereiro deste ano uma composição descarrilou, mas sem causar vítimas.

Um trabalho do nosso correspondente em Luanda, Daniel Frederico.