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Angola desmente existência de esquadrões da morte

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Jornalista Rafael Marques denunciara a existência em Angola de esquadrões da morte. AMPE ROGERIO / AFP

O Serviço de investigação criminal angolano desmentiu hoje a existência de quaisquer esquadrões da morte. O director-geral, Eugénio Alexandre, admite a existência de "excessos" por parte de alguns efectivos, tendo estes sido responsabilizados.


O director-geral do SIC, Serviço de investigação criminal, reagia, assim, às acusações de Rafael Marques denunciando 92 mortos sobretudo em Viana e Cacuaco, arredores de Luanda.

As acusações do jornalista datam de 2017 e foram publicadas no site "Maka Angola", em causa estariam, sobretudo, execuções sumárias de jovens, supostos delinquentes, abatidos pela polícia.

Eugénio Alexandre desmentiu ter dado quaisquer orientações para cometer tais actos, nem nenhum dos oficiais sob a sua orientação.

O director-geral do SIC considerou como "exagerado, grosseiro e ofensivo" o teor daquelas acusações.

Na sequência daquelas acusações decorre uma investigação do Ministério público, Eugénio Alexandre apelou a que se aguarde pelo desfecho do caso.

Confira aqui um excerto das declarações de Eugénio Alexandre à imprensa, num registo da autoria da agência Lusa, por altura em Luanda nesta sexta-feira do 4° Conselho consultivo alargado do serviço de investigação criminal.

Eugénio Alexandre, director-geral do Serviço de investigação criminal em Angola 16/08/2018 ouvir

O director-geral do SIC admitu ter havido, em termos de criminalidade em Angola, uma "ligeira subida" de casos relacionados com tráfico de armas, de drogas e de seres humanos no segundo trimestre de 2018.