rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

Abel Chivukuvuku Procuradoria-Geral República Acidente homicídio Vítimas Angola CASA-CE

Publicado a • Modificado a

PGR de Angola: "Lucas Chivukuvuku morreu em acidente de viação"

media
Mota Liz, vice-Procurador Geral da República de Angola Lusa

Procuradoria Geral da República de Angola afirma que o sobrinho do dirigente da CASA-CE Abel Chivukuvuku não foi vítima de homícidio, mas sim de um acidente de viação, provocado por um taxista alcoolizado, que foi detido.


Lucas Chissolokumbe Chivukuvuku com 32 anos de idade, funcionário da Procuradoria Geral da República de Angola há mais de 10 anos, foi encontrado morto na passada sexta-feira (6/07) na morgue do hospital Josina Machel "Maria Pia" de Luanda, com ferimentos na cabeça.

Segunda-feira (9/07) o seu tio Abel Chivukuvuku, o líder da terceira força política angolana CASA-CE afirmou não ter dúvidas de que ele teria sido assassinado, pois estava a investigar casos sensíveis e crimes de corrupção, envolvendo importantes personalidades angolanas e tinha recebido ordens para mandar bloquear as suas respectivas contas bancárias.

Mota Liz, vice-PGR de Angola 12/07/2018 ouvir

A polícia desmentiu imediatamente esta versão dos factos, alegando que a morte se deveu ao despiste e consequente capotamento na quinta-feira (5/07) do táxi em que Lucas Chivukuvuku seguia, cujo motorista de 29 anos João Catarina Eduardo, foi detido por condução em estado de embriaguez.

Esta versão foi confirmada esta quinta-feira (12/07) pelo vice-procurador angolano Mota Liz para quem o malogrado teve uma "morte violenta devido a um traumatismo cranioencefálico severo"

"O trabalho preliminar feito até hoje, permite-nos dizer com segurança que as causas da morte foram acidentais, foi o acidente de viação...tal como foi reportado pela polícia".

"O nosso funcionário não tinha funções relevantes de comando de investigação de processos completos...não tinha capacidade para bloquear contas, não há relação nenhuma na actividade que o falecido fazia com uma eventual perseguição política, não há...e esta informação passada como está a ser passada...pode até criar a sensação que há uma criminalidade organizada, que agora apela a métodos violentos, morte, para manter a impunidade".

Com a colaboração da agência de notícias portuguesa Lusa.