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Total vai fornecer gasolina à Sonangol

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Total vai fornecer gasolina à Sonangol REUTERS/Charles Platiau

A petrolífera francesa Total vai fornecer à Sonangol, 1,2 milhões de toneladas de gasolina por ano. A escolha da Total resulta do concurso público internacional realizado pela Sonangol,no passado mês de Janeiro, no qual participaram vinte empresas.


A Total e a Sonangol assinaram, na passada sexta-feira, um contrato anual rubricado pelo presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, e pelo director de geral da Total Angola, Laurent Maurel.

Em causa está o fornecimento, feito pela Total, de 1,2 milhões de toneladas de gasolina por ano, para responder às necessidades do mercado angolano. A escolha da Total resulta do concurso público internacional realizado pela Sonangol, no passado mês de Janeiro, no qual participaram vinte empresas.

Laurent Maurel reconheceu a importância deste acordo e salientou o “alinhamento estratégico” que resultou na série de acordos estabelecidos entre a Angola e a Total, durante a visita oficial do chefe de Estado João Lourenço.

Este contrato insere-se na estratégia do grupo Total em expandir o negócio na cadeia energética, e em particular no negócio de aprovisionamento de distribuição de produtos petrolíferos. Não podíamos deixar de mencionar o alinhamento estratégico, entre a República de Angola, a Sonangol e a Total que permitiu a assinatura de vários acordos relevantes, aquando da visita da sua Excelência o Presidente de Angola, João Lourenço, a França no mês de Maio”, salientou.

O presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino, garantiu que este acordo vai melhorar a racionalização dos acordos financeiros.

As tarifas são muito melhores que as anteriores, são muito mais competitivas e Angola vai poupar algumas dezenas de milhões de dólares no fim deste ano. Este concurso é muito mais vantajoso que os contratos que nós tínhamos anteriormente. Se não fossem, também não teriam sido aprovados. Durante o ano, excepto aquele período de Dezembro e princípio do ano, gasto em média 50 milhões de dólares por semana”, referiu.

Além da Total foi também seleccionada a empresa britânica Glencor Energy para importação de gasóleo, destinado sobretudo à marinha.

A Total comprometeu-se ainda a recuperar, nos próximos tempos, cerca de 30 mil barris de petróleo bruto, que desde há 25 anos estão armazenados em dois tanques no município do Soyo, no antigo terminal de carregamento da Total. A operação será efectuada pela angolana Somoil que explora em on shore antigos activos da Total.